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sábado, 7 de novembro de 2026
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Economia

Palocci elogia projeto para reestruturar da dívida de MT e recomenda ‘momento oportuno’

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O deputado federal Antônio Palocci (PT-SP), ex-ministro da Fazenda, elogiou, na manhã desta segunda-feira, em Cuiabá, o Governo de Mato Grosso pela elaboração do projeto de lei n59/08, que trata da reestruturação da dívida do Estado com a União.
Palocci posicionou-se favorável ao projeto, depois de analisar a explanação do assunto feita pelo secretário de Fazenda, Eder de Moraes, mentor da proposta de reestruturação. O ex-ministro da Fazenda defendeu a necessidade das unidades da Federação procurarem alternativas no mercado financeiro, a custos menores, para reestruturar as dívidas dos Estados. “O governador Blairo Maggi e o secretário de Fazenda estão absolutamente corretos em perseguir esse objetivo”, disse Palocci.

Contudo, sugeriu ao Estado de Mato Grosso aguardar um momento econômico-financeiro mais oportuno para efetivar o projeto de reestruturação, já encaminhado à Assembléia Legislativa. Isso porque, argumentou o deputado, a crise norte-americana afetou o cenário econômico-financeiro mundial. Palocci recomendou também aos senadores por Mato Grosso, Serys Shlessarenko, Gilberto Goellner e Jaime Campos, todos presentes no evento, apoio ao projeto que trata da reestruturação das dívidas do Estado com a União.

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A proposta prevê o alongamento do perfil do estoque da dívida pública consolidada de Mato Grosso para período de 30 anos (2008 a 2037), por meio de operações de crédito na modalidade empréstimo, que será estruturado pelo Banco do Brasil, instituição financeira oficial contratada pelo Poder Executivo para esta finalidade.

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Os recursos resultantes dos empréstimos serão aplicados, obrigatoriamente, na liquidação das dívidas de dois contratos firmados com o Governo Federal, previstos nas Leis 8.727/93 e 9.496/97. Esses dois contratos correspondem a 85% do total da dívida pública consolidada de Mato Grosso, da ordem de R$ 5,356 bilhões.

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Os contratos serão firmados em reais, sem indexadores inflacionários ou cambial e com taxa de juros pré-fixada, em bases iguais ou inferiores a condições atuais (juros de 6% a.a. mais IGP-DI). As parcelas serão menores nos primeiros seis anos, o que permitirá ao Governo do Estado investir mais recursos em projetos de infra-estrutura, fundamentais para o desenvolvimento socioeconômico de Mato Grosso.

Os recursos captados com os empréstimos serão destinados diretamente à Secretaria do Tesouro Nacional para quitação dos saldos devedores dos contratos. Com isso, Mato Grosso ganhará novas condições para quitação da dívida, com a finalidade de readequar os contratos aos juros de mercado.

Os valores serão destinados a um fundo específico e serão aplicados, exclusivamente, em investimentos (infra-estrutura, programas sociais etc). Não poderão ser revertidos ao custeio da máquina pública e às despesas com pessoal. “Hoje, com o aumento real da arrecadação tributária, essa vinculação de 15% da receita líquida real para o pagamento da dívida faz com que Mato Grosso tenha de destinar cada vez mais dinheiro para o pagamento das parcelas de sua dívida, o que reduz, sobremaneira, os recursos para investimentos”, justificou o secretário Eder de Moraes.

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