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sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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Economia

OIT aponta cotonicultura como referência em Mato Grosso

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Mato Grosso hoje é visto como referência em termos de prevenção e erradicação de trabalho infantil e trabalho escravo contemporâneo, e emissor de boas práticas trabalhistas. Afirmação é do representante do escritório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) no Brasil, Antonio Carlos Mello, feita em visita à Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa) na sexta-feira (21).

Ele estava acompanhando a representante do Departamento do Trabalho dos Estados Unidos (Bureau de International Labor Affairs), Pilar Velasquez, que está visitando o Brasil para conhecer boas iniciativas em prol do trabalho decente e, especialmente, de combate ao trabalho infantil. Os 2 vieram conhecer o trabalho desenvolvido pelos associados da Ampa sob a coordenação do Instituto do Algo-ão Social (IAS), órgão criado em setembro de 2005 para orientar os produtores quanto ao cumprimento da legislação trabalhista vigente e promover o trabalho decente. “Nossos relatórios apontam melhoria nas propriedades produtoras de algodão. Há muito tempo não encontramos um registro de trabalho escravo nas fazendas produtoras de algodão em Mato Grosso”, afirmou o superintendente regional do Trabalho e Emprego em Mato Grosso, Valdiney Antonio de Arruda.

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Quando o IAS começou a vistoriar as fazendas de algodão, na safra 2005/2006, foram encontradas 13,161 mil não conformidades em segurança do trabalho e 3,212 mil em recursos humanos. Na safra 2007/2008 teve início a parceria do IAS com a certificadora Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) dentro do programa Algodão Socialmente Correto e, na medida em que os produtores iam introduzindo melhorias nas propriedades, a situação foi evoluindo. Na safra 2010/2011, foram encontradas 605 não conformidades em segurança do trabalho e 4 em RH, e 190 fazendas conseguiram o selo de conformidade social. ‘Nossa meta é não encontrarmos qualquer não conformidade na próxima safra”, diz o coordenador operacional do IAS, Marco Antônio Gonçalo dos Santos.

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