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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Economia

Nortão pode ser habilitado ainda este ano para exportar carne

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O secretário de Defesa Agropecuária Nacional do Ministério da Agricultura e Pecuária, Inácio Kroezt, anunciou ontem à noite, em Cuiabá, durante a Expoagro, que municípios da região de Sinop, Alta Floresta, Juara e demais no Nortão podem ser habilitados, ainda este ano, a exportarem carne para o Mercado Comum Europeu. A região tem mais de 4 milhões de cabeça de gado e, de acordo do o Indea Mato Grosso, cumpre as exigências sanitárias para também exportar carne in natura. Por estarem próximas a divisa com Pará, que os europeus consideram área de risco, o Nortão ainda não exporta.

“Estamos trabalhando para que todo Mato Grosso seja habilitado. Estamos vivendo um momento de credibilidade do setor e alta demanda e o Estado tem feito um trabalho muito bom. Prova disse é que mesmo sendo vizinho de Mato Grosso do Sul, que teve problema com a febre aftosa, e da fronteira com a Bolívia, não foi desabilitado. Isso é confiança no trabalho desenvolvido”, ressaltou Kroezt.

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Para o presidente da Associação dos criadores de Mato Grosso, Mário Candia, “é extremamente positivo para o setor produtivo a possibilidade de reabrir o Norte e o Pantanal, isso demonstrar união dos pecuaristas e que a abertura dessas áreas não traz nenhum risco para o Estado”.

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O presidente da Federação da Agricultura de Mato Grosso, Rui Prado, ressaltou que “além de desburocratizar o processo vai agregar valor ao produtor (das áreas do Norte e Pantanal), uma vez que estão sofrendo uma discriminação”.

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Outra notícia dada pelo Secretário de Defesa Agropecuária Nacional, é de que em 2010 não terá mais vacinação contra febre aftosa “só nas áreas de risco, como na fronteira com a Bolívia e na Amazônia”.

Kroezt explicou que o pecurista depositará em um fundo de emergência o dinheiro que compraria a vacina, “para que ações sejam desenvolvidas em defesa do setor”. Disse ainda, que “as áreas a 150 quilômetros da fronteira são de responsabilidade do governo federal e a vacinação
será bancada pelo ministério”. A medida reduzirá custos para os pecuaristas.

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