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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Economia

Negado aumento para passagens de ônibus em Mato Grosso

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A diretoria da Agência Reguladora de Serviços (Ager) indeferiu hoje o pedido de revisão tarifária que havia sido encaminhado em janeiro pelo Sindicato das Empresas de Transporte Rodoviário de Passageiros no Estado de Mato Grosso (Setromat). Os empresários, representados pelo sindicalista Júlio César Sales Lima, argumentaram que as empresas rodoviárias de transporte de passageiros vêm registrando prejuízos consecutivos a cada majoração do óleo diesel.

Fechando o voto contrário à solicitação de reajuste (processo 145/2005), os diretores reguladores Antônio Gabriel Muller e Pedro Paulo Carneiro Nogueira explicaram que, conforme reunião da revisão tarifária de 2004, foi acertado com o próprio Setromat que somente a partir de junho é que os estudos com vistas a possíveis reajustes tarifários começariam a ser feitos pela Ager/MT.

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Segundo o diretor Ouvidor Diogo Egídio Sachs, a Ager negou o reajuste solicitado pelo simples fato de que somente agora, no mês de junho, uma análise mais apurada em torno dessa questão começará a ser realizada. “Isso ficou definido quando da última revisão tarifária, em 2004. A partir de junho já começaremos a estudar o processo de revisão tarifária de forma detalhada, minuciosa, objetivando estabelecer um parâmetro que não prejudique os usuários. A metodologia de cálculo é extensa. Vamos delinear qual é o real peso do combustível na tarifa”.

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O presidente do Setromat disse que os preços do diesel e derivados estão realmente impraticáveis para as empresas. Ele defende que o reajuste deva ser anual, pois majorações sucessivas impactariam o setor.“Vejo que podemos avançar um pequeno reajuste anual. Mesmo porque as empresas necessitam. Os pneus, mesmo, subiram muito. E todo mês acontece um reajuste da ordem de 4% ou 5%, sempre nessa faixa, não menos. O diesel já abocanha cerca de 30% do faturamento mensal das empresas”.

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Ele ainda observou que alguns trechos de rodovias federais se tornaram intransitáveis, o que aumenta os custos operacionais das empresas de transporte de passageiros. “De Sinop a Santa Helena (Br-163) e de Primavera a Paredão (070) está praticamente intransitável. Força uma velocidade mais lenta dos veículos, com trocas sucessivas de marchas. Os ônibus correm riscos de ficarem “embarrigados”. Também de Xavantina a Água Boa está ficando impraticável o trânsito de veículos pesados”.

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