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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Economia

Moratória da carne não agrada criadores do Nortão

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A moratória da carne pelo Greenpeace e pelos maiores grupos frigoríficos do Brasil, JBS Friboi; Bertin Frigoríficos e Marfrig, não agradou os pecuaristas do Norte mato-grossense. “Foi uma assinatura que foi unilateral, só entram os frigoríficos e Governo do Estado. Os pecuaristas não participaram de nada disso. A Acrimat não participou. Não se tem a real dimensão do que vai ocorrer com os pecuaristas”, disse, ao Só Notícias, Fernando Porcel, presidente da Associação dos Criadores do Norte (Acrinorte), que tem 212 criadores da região associados.

“Não agradou nem um pouco. O pecuarista deveria ser consultado, saber até onde vai a dimensão disto”, acrescentou. O presidente aponta ainda que “boa parte do passivo ambiental que tem hoje foi causado por mudanças da legislação e querem que todo mundo se adapte”, disse. Segundo ele, a regularização requer dinheiro “mas você não pode vender, fica inviabilizado, então como você vai fazer uma atividade pecuária?”, ressaltou. “O boi no Mato Grosso virou moeda de troca para o governo do Estado se acertar com as organizações ambientais”, finalizou Porcel.

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As criticas ao documento assinado pelo governador Blairo Maggi não partiram somente dos criadores da região Norte. Na terça-feira representantes da Famato, Imea, Acrimat e Ampa, se reuniram e criticaram a decisão que estabelece o acordo entre as empresas frigoríficas o comprometimento da não comercialização da carne bovina oriunda de regiões desmatadas ou de preservação ambiental. O objetivo da parceria é promover o não desmatamento e o registro das propriedades.

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Já o governo aponta que a carne será valorizada com a moratória que se tornará referência, além de potencializar o preço do produto brasileiro no Mercado Internacional.

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