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sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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Economia

Mato Grosso poderá sentir efeitos de crise internacional em 2010

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Imagine se você gastasse R$ 2,6 mil por dia durante dois mil anos. No final desse período o valor total gasto seria de US$ 1 bilhão. Isso não chega nem perto do US$ 1 trilhão que os Estados Unidos emprestaram nos últimos anos e que desencadeou agora essa crise financeira que deve afetar todo o mundo de uma forma ou de outra. Em Mato Grosso, seus reflexos podem chegar em 2010, caso as commodities tenham grande queda de preço e o custo de produção continue alto, descapitalizando o produtor. Segundo o secretário de Estado de Indústria, Comércio, Minas e Energia, Pedro Nadaf, é possível sim que o Estado passe por momentos como os vividos em 2005 e 2006. Mas tudo vai depender do que acontecer a partir de agora.

Nadaf explica que quando os economistas falam em redução do crédito, querem dizer grandes agentes econômicos, que são os geradores de emprego e renda. Ou seja, no caso de Mato Grosso, compromete o setor produtivo. O preço das commodities está caindo, há uma desaceleração do consumo no mercado internacional e menos dinheiro no mercado. Como o produtor busca recursos para financiar a safra com as tradings e essas, por sua vez, vão aos grandes bancos, que estão sem dinheiro para empresar, o produtor não planta, ou planta menos e com menos tecnologia. “Se não houver um equilíbrio ente custo de produção e de comercialização, o setor do agronegócio sofrerá uma nova crise”.

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Mas Nadaf deixa claro que estamos pegando apenas “a poeira cósmica da bomba atômica que explodiu nos Estados Unidos, atingindo principalmente os mercados europeu e asiático”. Conforme o secretário, o grande problema dos USA é que houve um derrame de “dinheiro falso” no mercado. Nesse caso, dinheiro falso, é dinheiro que não existia. Os bancos americanos para incentivar e manter o consumo financiavam casas e negociavam com outros bancos as promissórias desses imóveis, como se eles fosse papel moeda.

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Mas quando as pessoas começaram a não pagar, as promissórias perderam o valor, porque não havia garantias reais de recebimento. Aquele país emprestou US$ 1 trilhão desta forma. Uma quantia difícil de imaginar para muita gente. Era assim que a economia no país se movimentava. Agora, os governos federais precisam sustentar os bancos porque os papéis não valem nada.

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No Brasil, ao mesmo tempo que se fala em crise, alta de juros e redução dos créditos, os bancos oficiais, principalmente, estão oferecendo dinheiro como nunca aos seus clientes. Para Nadaf, isso também é uma forma do governo mostrar que a situação aqui está controlada, evitando o desespero da população. “O que quebra banco é boato. Se disserem que um banco vai quebrar, os correntistas correm para retirar seu dinheiro, aí quebra mesmo”.

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