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sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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Economia

Mato Grosso participa de oficina do trabalho em Brasília

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Conselheiros Estaduais do Trabalho, técnicos das Secretarias de Estado de Trabalho, Emprego e Cidadania e das unidades do Sine da região Centro-Oeste participaram, de 21 a 25 de março, em Brasília, de mais uma oficina de trabalho. O principal objetivo do evento foi discutir propostas e alterações nas Resoluções do Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (CODEFAT), que dispõe sobre a implantação de conselhos municipais e estaduais do trabalho e outros temas relacionados ao plano de qualificação profissional. A oficina foi promovida por meio de uma parceria entre o Instituto Brasileiro de Administração Pública (IBAP) e o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Foram cinco dias de evento, que contou com a participação de representantes dos Estados de Mato Grosso, Goiás e Brasília. Todos foram convocados a propor mudanças nas resoluções do Ministério do Trabalho e Emprego com relação ao repasse de recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) aos Estados.

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Esteve em debate a resolução nº 080, que estabelece critérios para reconhecimento do Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (CODEFAT), prevê a utilização dos recursos do FAT e estabelece normas para o funcionamento dos conselhos municipais e estaduais. Também foram discutidos pontos da resolução nº 333, que institui o Plano Nacional de Qualificação (PNQ) e estabelece critérios para a transferência de recursos do FAT ao PNQ. Os recursos previstos para o PNQ deste ano deverão ser ampliados e serão distribuídos de acordo com critérios técnicos e objetivos.

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De acordo com a coordenadora de qualificação da Secretaria de Trabalho, Emprego e Cidadania (Setec) de Mato Grosso, Clélia Borges Teodoro, durante o evento foi apontada a necessidade de capacitação dos conselhos municipais para fortalecer a atuação nos municípios e atender às necessidades locais. Os conselhos também pediram autonomia financeira. “Eles pedem recursos próprios para desenvolver melhor os trabalhos junto aos municípios”, ressaltou Clélia Borges.

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Ainda foram sugeridas alterações na questão do valor de referência para o pagamento da hora/aula na contratação de professores para a execução dos cursos de qualificação. Segundo o secretário-adjunto de Trabalho e Emprego da Setec, José Rodrigues, o valor estipulado no ano passado foi de R$ 2.57 por hora/aula, o que para o Mato Grosso é insuficiente. “É preciso avaliar a dimensão do Estado e os municípios que ele compreende, considerando as realidades locais. Não é possível estabelecer um valor homogêneo para todo País, sendo que alguns Estados precisam mais que outros”, destacou.

Para o secretário, também não ficou clara a forma como o MTE fez a distribuição de recursos. “Até hoje não foi esclarecido os critérios técnicos escolhidos para a distribuição de recursos aos Estados. Mato Grosso cumpriu em mais de 100% as metas, no entanto, seus recursos foram reduzidos”.

Segundo o técnico do Conselho Estadual do Trabalho de MT, Klébson Fonseca, o que faltou durante o evento foi a participação significativa de outros Estados. “Brasília só participou do primeiro dia do encontro e Mato Grosso do Sul não compareceu na oficina. As propostas partiram principalmente de Mato Grosso e Goiás”, disse.

Também foi divulgado o resultado de uma pesquisa realizada com os conselhos municipais de 14 cidades do Estado. A pesquisa foi realizada pelo IBAP e ficou comprovada a necessidade de capacitação dos conselheiros.

Os Conselhos Estaduais e Municipais do Trabalho têm como responsabilidade decidir sobre a implantação de programas com recursos do FAT nos Estados e Municípios; – propor novas ações vinculadas à realidade local do mercado de trabalho; acompanhar, avaliar e propor que se aperfeiçoem os programas das Secretarias de Trabalho; sugerir e articular parcerias com as prefeituras e outras instituições, na implementação de programas locais que complementam as ações federais e estaduais e atendam aos problemas específicos de cada Município.

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