Mato Grosso continua sem fornecimento de gás natural
Não há previsão para a retomada no fornecimento de gás natural veicular (GNV) a Mato Grosso. A confirmação foi feita ontem pelo governador Blairo Maggi, ao explicar que o governo não pode dar garantias de uma data para o restabelecimento da oferta do produto, já que as negociações com a estatal boliviana Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB) voltaram à estaca zero e que um novo contrato deve ser elaborado para que o produto seja enviado ao Estado.
O governador afirma que desta vez será um acordo firmado de Estado (Mato Grosso, por meio da Companhia Mato-grossense de Gás – MT Gás) para Estado (governo boliviano). Desde o início o governo poderia ter tomado este posicionamento – de negociar diretamente com o governo vizinho – porém sempre usou a relação comercial existente entre Empresa Pantanal Energia (EPE), que administra a usina Governador Mário Covas, e a Bolívia. “Sempre foi a intenção do governo negociar direto, mas a EPE e a YPFB tinham um contrato e o governo sempre optou por negociar por este contrato, por causa da agilidade que se tinha. Era só prorrogar o acordo, o que foi feito por três vezes”, diz Maggi ao destacar que agora isso não é mais possível, pois o contrato anterior, que chegou a ser assinado na semana passada, não tem mais validade e foi abandonado tanto pela Bolívia quanto pela EPE.
O governador explica que todas as negociações entre a EPE e YPFB que beneficiariam o governo do Estado para o reabastecimento de gás natural estão suspensas e que as negociações estão sendo feitas diretamente com o governo boliviano. “Hoje não há a mínima condição de entendimento entre eles (EPE e estatal boliviana), já que no contrato haviam divergências que não foram aceitas pela termelétrica”. Maggi diz que a Bolívia queria uma garantia de US$ 5 milhões e o reconhecimento por parte da EPE de uma dívida com a Bolívia. O governador diz também que o governo do país vizinho já sinalizou para a negociação de um novo contrato, mas o preço ainda não foi definido. “Já pedimos a autorização para importação do gás para a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Receita Federal e estamos dispostos a pagar o transporte”. Em Mato Grosso seis postos revendem GNV.








