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sábado, 7 de novembro de 2026
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Economia

Mato Grosso aumenta produção de biodiesel em 15% e deve liderar ranking nacional em 2026, avalia entidade

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As indústrias de Mato Grosso produziram cerca de 2,3 bilhões de litros de biodiesel em 2025, cerca de 15% a mais do que a registrada em 2024. Atualmente, MT é o segundo maior produtor do biocombustível, de acordo com dados do Unibio MT, entidade que representa o setor no estado.

Porém, a expectativa para 2026, é que o estado ultrapasse o Rio Grande do Sul, atualmente maior produtor. MT é o estado que possui maior capacidade produtiva autorizada pela ANP, que é de 3,6 milhões de metros cúbicos (equivalente a 3,6 bilhões de litros). Portanto, em 2025, Mato Grosso usou apenas 64% da sua capacidade de produção.

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“Nós devemos alcançar a liderança do ranking nacional de produção de biodiesel, dado que a gente ainda tem 35% de capacidade ociosa. Então, com mais incentivos, mais apoio governamental, com certeza os volumes produzidos em MT serão maiores em 2026”, afirma Henrique Mazzardo, presidente do Unibio MT.

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Ainda de acordo com o presidente da entidade, a produção de 2,3 bilhões de litros equivalem a quase R$ 14 bilhões em vendas do produto. Já o diretor-executivo do Unibio, Alexandre Golemo, lembra que a produção de biodiesel agrega 70% de valor à soja. Isso porque, após o esmagamento do grão, produção do biocombustível, farelo e glicerina, gera uma arrecadação de R$ 4,7 mil em uma mesma tonelada de soja, avaliada em R$ 2,7 mil.

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Segundo Alexandre Golemo, Mato Grosso tem 16 usinas com autorização de operação e geram 1,2 mil empregos diretos. Porém, esses números irradiam para outros setores, sendo que para cada emprego direto, são gerados 91 empregos indiretos e 200 empregos induzidos, impactando positivamente a economia, conforme análise do Observatório de Mato Grosso.

O executivo lembra ainda que a produção está ligada a agricultura familiar no estado, pois parte das matérias-primas vem deste segmento, conforme determina as diretrizes do Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel (PNPB). Além da soja, que representa quase 73,79% da matéria-prima, também são utilizados outros materiais graxos (13,89% de participação), gordura bovina (6,76%), além de outras como gordura de frango, gordura de porco e óleo de algodão, que somam 5,56% das matérias-primas.

Golemo destaca também os benefícios trazidos pelo biocombustível ao meio ambiente. “O biodiesel reduz emissões de gases de efeito estufa e promove transição energética renovável, integrando agronegócio à matriz limpa brasileira e fortalece conexões entre campo e indústria, com novas usinas ampliando renda no interior e reduzindo dependência de exportações de grão in natura”, destaca.

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