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sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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Economia

Mais de 2 milhões passaram a ser de classe média, diz pesquisa

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Mais de 2 milhões de famílias ascenderam socialmente e deixaram de ser consideradas de classe baixa, segundo o Instituto de Pesquisa Target. O instituto acompanha anualmente o potencial de consumo das classes econômicas do País utilizando como base nos levantamentos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e da Associação Brasileira das Empresas de Pesquisa de Mercado (Abep).

Como conseqüência, a classe média cresceu. O crescimento no número de empregos com carteira assinada e o aumento do poder de compra das famílias, por conta da queda nas taxas de juros, são apontados pelo instituto como os principais responsáveis pela mudança social no País.

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De acordo com o diretor do Target, Marcos Pazzini, as famílias mais pobres estão tendo despesas menores com itens básicos de alimentação e bebida, o que proporciona investimentos em outras áreas.

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“Você tem um aumento nas despesas com alimentação e cultura, aumento nas despesas com beleza, na preocupação com o lado pessoal, e também tem um aumento considerável com gasto com veículo próprio”, explicou Pazzini. “Essa população, de certa forma, tem conseguido uma condição social melhor. Conseguiu adquirir um carro e esse carro, obviamente, tem um investimento e manutenção, como colocar gasolina”, acrescentou.

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Segundo os números da pesquisa, em 2005, aqueles que ganhavam entre R$ 1.140 e R$ 3.750 (considerados pelo instituto classes B1, B2 e C – ou seja, a classe média) somavam mais de 25 milhões de famílias. Já em 2006, esse número subiu para quase 28 milhões de lares. Um crescimento de 7,9%. Entre o total das famílias que a pesquisa mostra (quase 42 milhões), a classe média representa 60,75% do total.

Ainda de acordo com o Target, o número das famílias consideradas pobres (classes D e E), que ganham entre R$ 300 e R$ 570, passou de 14,3 milhões no ano passado para 13,9 milhões este ano. Em relação ao topo da pirâmide do consumo (Classes A1 e A2), com salários entre R$ 11.700 e R$ 6.630, houve um ligeiro crescimento na quantidade de domicílios, passando de 0,7% em 2005 para 0,9% em 2006.

Na avaliação de Pazzini, essa situação deve ser mantida, caso não ocorra “nada de extraordinário” na economia. “Essas classes são muito suscetíveis a qualquer problema econômico que venha ocorrer. Por exemplo, um aumento da inflação que não seja repassado para o salário vai afetar diretamente essa população. Agora, se continuar o que temos verificado na economia, isso tende a se acentuar mais ainda”, afirmou.

Segundo Pazzini, a participação das famílias no PIB (Produto Interno Bruto), que historicamente vinha perdendo participação na soma das riquezas do país, deve apresentar recuperação em 2006. “Ela chegou a alcançar 62% do PIB e hoje as previsões para 2006 estão na faixa de 57% do PIB.

A tendência do consumo final das famílias é de que ele volte aos patamares anteriores de 58, 59, até ultrapassar os 60% do PIB. Obviamente, isso depende do que o governo impactar com o consumo das administrações públicas”.

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