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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Economia

Juro médio nos bancos sobe para 49,4% em maio

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A taxa média de juros cobrada pelos bancos subiu 1 ponto percentual em maio sobre abril, para 49,4% ao ano, maior nível desde setembro de 2003, informou o Banco Central nesta sexta-feira.

A taxa média de spread também aumentou 1 ponto no período, para 30 pontos percentuais, o maior patamar desde dezembro de 2003.

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Segundo o BC, as altas refletiram, além da política monetária restritiva, o aumento sazonal da busca por empréstimos mais caros por conta do Dia das Mães, comemorado no segundo domingo do mês.

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“A participação maior de financiamentos por meio de cartão de crédito e cheque especial, entre outros, faz a taxa média subir”, afirmou o chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes.

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No mês passado, as operações de crédito com recursos livres, que excluem financiamentos do BNDES, entre outros, cresceram 1 por cento, impactadas pela alta de 3,5% dos empréstimos para as pessoas físicas.

O crescimento contiua sendo influenciado pela alta dos empréstimos cujo pagamento é descontado diretamente em folha de pagamento e que têm taxas mais baixas. No mês passado, esses empréstimos cresceram 7,6%, segundo amostra do BC. No ano, a alta acumulada é de 41,4%.

Excluindo esse efeito “a tendência do crédito é de acomodação, por força do ciclo de política monetária”, afirmou Lopes.

Os financiamentos para empresas caíram 1 por cento em maio contra abril impactados, também, pela valorização cambial de 5% no mês, que reduz o valor em reais dos empréstimos vinculados a câmbio.

O volume de empréstimos também sofreu o efeito da retirada da carteira do Banco Santos do mercado, instituição que tinha uma carteira de crédito de cerca de R$ 2 bilhões e cuja liquidação foi decretada em maio.

O efeito Banco Santos também contribuiu para uma queda da taxa de inadimplência das empresas, de 4,1% para 3,4% . A razão para isso, segundo Lopes, é que desde a intervenção do BC no banco, em novembro do ano passado, os devedores da instituição tinham parado de pagar seus empréstimos, elevando a taxa total de inadimplência.

O BC informou, ainda, que as operações totais de crédito atingiram 518,3 bilhões de reais em maio, uma alta de 0,5% na comparação com abril. Na relação com o Produto Interno Bruto (PIB), o volume de financiamento ficou estável em 27,2%.

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