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sábado, 7 de novembro de 2026
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Economia

Inflação dos transportes pressiona custos e pode reduzir margens da indústria em Mato Grosso, aponta entidade

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A inflação de março registrou alta de 0,88%, conforme divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), elevando o índice acumulado nos últimos 12 meses para 4,14%. Apesar do avanço, a inflação permanece dentro do intervalo da meta do Banco Central, cujo teto é de 4,5%.

A gerente de Desenvolvimento Industrial da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt) e do Observatório de Mato Grosso, Vanessa Gasch, alerta que o índice acelerou no último mês, impulsionado por tensões geopolíticas recentes, especialmente o conflito entre Estados Unidos e Irã. O cenário tem impactado principalmente os preços do petróleo e seus derivados, como o óleo diesel e a gasolina, itens que mais pressionaram a inflação em março.

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“O Oriente Médio tem um peso muito importante na produção de petróleo, e pelo Estreito de Ormuz passa grande parte desse volume, o que acaba mexendo com os preços. Com o dólar é a mesma coisa: essa instabilidade geopolítica impacta a moeda aqui no Brasil”, explica Gasch, que também é economista.

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Esse contexto afeta diretamente a indústria de Mato Grosso, que depende majoritariamente do modal rodoviário para escoar os produtos finais e adquirir seus insumos. Com a pressão sobre o valor do frete, os custos operacionais das empresas também aumentam.

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“Pode ocorrer uma redução de margem para a indústria ou até mesmo ela se ver na posição de repassar esses custos. Isso pode gerar um efeito cascata, que não se limita à indústria, mas também atinge o comércio. Com combustíveis e fretes mais caros, os produtos chegam mais caros ao consumidor final, pressionando ainda mais a inflação”, alerta Gasch.

Depois do grupo Transportes, que registrou alta de 1,64%, o segundo maior impacto veio de Alimentação e bebidas, com aumento de 1,58%. Vanessa Gasch explica que os preços de alguns alimentos foram impulsionados por problemas nas safras, ocasionado pelo clima, além do impacto do encarecimento do frete sobre esses itens.

Conforme o IBGE, os alimentos que tiveram maior alta de fevereiro para março foram tomate, cebola e batata, com variações de 20%, 17% e 12%, respectivamente. “Esses alimentos são muito consumidos no dia a dia e difíceis de substituir. Assim, mesmo com menor oferta, a demanda se mantém, o que faz com que os preços subam”, conclui Vanessa Gasch.

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