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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Economia

Índice que reajusta energia elétrica subiu 1,76% este mês

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O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) da Fundação Getúlio Vargas (FGV) aumentou 1,76% em dezembro, contra 0,69% em novembro. O resultado é o maior desde fevereiro de 2005 quanto a alta foi de 2,28%. Em 2007, o índice subiu 7,75%, acima dos 3,83% registrados no ano anterior e a maior alta desde 2004, quando o IGP-M foi de 12,42%. As informações foram divulgadas hoje (27) pela FGV.

O IGP-M é usado para definir o reajuste das tarifas de energia elétrica e de contratos de aluguel. Segundo o coordenador do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da FGV, Salomão Quadros, a alta registrada neste ano é decorrente das pressões no segmento agropecuário e alimentação. “Quando fazemos a contabilidade desse grupo de produtos eles representam quase dois terços da taxa de inflação”, destaca.

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Apesar da subida no índice, Quadros descarta, por enquanto, risco de descontrole da inflação porque os aumentos de preços estão concentrados em determinados produtos. “A inflação seria o aumento generalizado e olhando as estatísticas vemos que alimentação no varejo é mais do dobro do aumento de qualquer outro produto”, explica.

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O feijão foi o produto que mais influenciou a taxa no mês, com aumento de 20,32% em novembro para 32,21% em dezembro. No acumulado do ano, o feijão sofreu reajuste de 105,72%.

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Segundo a FGV, o Índice de Preços por Atacado (IPA) subiu 2,36%, ante 0,97% registrado no mês anterior. O milho em grão foi um dos produtos que puxaram a elevação do IPA com aumento de 17,43% em dezembro contra 7,10% no mês anterior. A soja também contribuiu com a elevação de 3,77% para 7,25%.

Os dados revelaram ainda que o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que mede o preço dos produtos no momento da compra pelo consumidor, variou 0,67% em dezembro, contra 0,04% em novembro. A principal contribuição para a alta partiu do grupo alimentação (-0,10% para 1,73%), seguido de transportes (0,04% para 0,86%), despesas diversas (-0,08% para 0,74%).

Para Quadros, o fato de as causas da alta do IGP-M estarem concentradas na área agrícola indica que pode haver uma mudança favorável em 2008. “Acredito que os índices da FGV fechem o ano que vem numa taxa significativamente menor. Quem sabe até se reaproximando da taxa de 2006, em torno de 4%”, diz.

O coordenador do Ibre-FGV salientou que boa parte da subida de preços dos alimentos tem origem no mercado externo, como a maior procura dos Estados Unidos por milho para a produção de etanol. “Se o preço do milho responde a isso, o produtor brasileiro tem um estímulo natural a produzir e exportar mais, então o preço do milho no mercado interno também sobe”, explica.

Na avaliação de Quadros, a pressão ocorrida este ano sobre os alimentos não deve se repetir com a mesma intensidade em 2008 por causa da reação dos produtores: “É de esperar que, ao longo de 2008, a oferta de produtos agrícolas no mundo todo possa reagir bastante ao aumento da demanda”.

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