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sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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Economia

Ibama embarga 1,2 mil áreas em MT;Juína e Alta Floresta lideram

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O Ibama embargou, há poucos dias, 1.200 áreas/fazendas em 86 municípios de Mato Grosso por “abrigarem atividades ilegais contra o meio ambiente, como o desmatamento sem autorização”. O Ministério do Meio Ambiente decidiu que essas áreas não podem ser utilizadas até sua recuperação e quem comprar produtos agropecuários e florestais oriundos delas, conforme prevê o decreto, poderá ser co-responsabilizado pelo crime ambiental. As penalidades vão de multas a restrição de crédito em bancos oficiais. Áreas em Rondônia, Pará e outros Estados também foram embargadas.

Só Notícias teve acesso à lista e apurou que fazendas e áreas de políticos, empresas, prefeituras e órgãos federais como Incra estão embargadas. A empresa da qual o governador Blairo Maggi (AMaggi) é sócio, teve uma área embargada em Feliz Natal (130 km de Sinop). O senador Jaime Campos (DEM) teve 3 fazendas em Alta Floresta embargadas, bem como uma fazenda do deputado petista Ademir Brunetto, também em Alta Floresta. Na mesma situação está o deputado Dilceu Dal Bosco, vice-presidente da Assembléia e presidente da comissão de Meio Ambiente do Estado, que tem uma fazenda em Sinop. Em Sorriso foram embargadas duas áreas da multinacional Bunge.

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Na listagem de embargos do Ibama, Só Notícias apurou que Juina é a cidade que teve mais fazendas e áreas com restrições – 84 ao todo. Alta Floresta vem em segundo com 75, em Feliz Natal foram 42, Guarantã do Norte 36, Paranaíta 35, Sinop 32, em Paranatinga foram 28, Apiacás 19, Rondonópolis e Vera 18 cada, Claudia e Juruena 16, Santa Carmem 15, Marcelândia 14, Itaúba teve 10, Juara 9, Sorriso e Colíder 8 cada e, entre as menroes, estão Lucas do Rio Verde e Nova Mutum com uma área cada.
Em Ribeirão Cascalheira, o Ibama embargou 3 áreas em nome do DNIT. Em Tabaporã e Querência foram embargadas áreas em nome do Incra.

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A relação abrange embargos ocorridos desde janeiro do ano passado e cumpre exigência de uma recente Instrução Normativa do Ministério do Meio Ambiente, com número 001, públicada no último dia 29 de fevereiro.O decreto exige recadastramento das propriedades, estende à cadeia produtiva a responsabilidade sobre o crime ambiental, reforça a importância do embargo de área com atividades ilegais contra o meio ambiente e determina divulgação das áreas embargadas pelo Ibama.

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A lista de fazendas e áreas embargadas está disponível no site do Ibama.

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