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domingo, 8 de novembro de 2026
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Economia

Governo avalia medidas para proeger economia brasileira de crise externa

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O Brasil tem mais espaço para manter o aquecimento da atividade econômica que os países desenvolvidos, disse hoje (9) o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Em audiência no plenário da Câmara dos Deputados, ele disse que o país está preparado para enfrentar o agravamento da crise econômica internacional. Ele observou que o Brasil tem espaço para reduzir os juros e os depósitos compulsórios (parcela que outros bancos são obrigados a manter retida no Banco Central), caso haja novas restrições no crédito. "Na política monetária, temos raio de manobra, coisa que os americanos, que já reduziram o juro a zero, não têm", destacou.

Segundo o ministro, o Brasil continuará a conter o crescimento dos gastos públicos para impedir a disparada da dívida pública que ocorreu nos países avançados. "A dívida brasileira é uma das poucas do mundo que estão caindo. Manter um [aperto] fiscal forte é um anteparo contra os agravamentos da crise", ressaltou. Ele reiterou o compromisso de manter o superávit primário (economia de recursos para pagar os juros da dívida pública) em níveis expressivos.

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Outro recurso apontado pelo ministro para fazer frente às turbulências externas são as reservas internacionais do Brasil, atualmente em torno de US$ 347 bilhões. "Esse valor é quase 50% maior que [o do] no segundo semestre de 2008, quando as reservas somavam US$ 207 bilhões", declarou.

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Mantega disse ainda que a estabilidade política no país ajuda a enfrentar o agravamento da situação econômica internacional, mas pediu que as prefeituras e os governos estaduais também atuem para conter os gastos. "Todo o Executivo está empenhado para que os gastos não cresçam. Temos uma unidade política que não existe nos Estados Unidos. Gostaria que os outros governos [estaduais e municipais] aderissem a esse esforço", pediu.

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O mercado interno brasileiro, destacou o ministro, também ajudará a segurar os efeitos negativos da crise. "Temos um mercado interno forte e não somos tão dependentes das exportações como a China e a Alemanha, mas teremos de fazer um esforço para que esse mercado seja atendido pela produção brasileira e não pela concorrência predatória [de países desenvolvidos que exportam a produção para os emergentes]", avaliou.

Apesar de ressaltar os recursos de que o Brasil dispõe, o ministro admitiu que uma "agudização" da crise trará consequências para o país e prometeu tomar medidas em conjunto com o Congresso Nacional. Segundo ele, a nova política industrial lançada na semana passada representa um esforço para proteger a indústria nacional dos efeitos da crise no exterior.

O ministro participa de uma audiência na Câmara dos Deputados. No encontro, Mantega e o ministro de Ciência, Tecnologia e Inovação, Aloizio Mercadante, explicam os desdobramentos da crise internacional e o Plano Brasil Maior.

 

 

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