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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Economia

Governo anuncia “corte provisório” no orçamento

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Os efeitos da crise financeira mundial na economia brasileira farão com que o governo corte 37,2 bilhões do Orçamento Geral da União para 2009. De acordo com o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, o corte é provisório, valendo até março, quando o governo deverá anunciar um contingenciamento na execução das verbas previstas. Dessa contenção, R$ 22,6 bilhões referem-se ao custeio da máquina e R$ 14,6 bilhões, a investimentos.

“A crise vai significar um crescimento menor e, portanto, nossa capacidade de receita será menor. Temos uma mudança no quadro econômico, nossa receita neste ano vai ser menor e queremos manter as prioridades. O PAC [Programa de Aceleração do Crescimento] será mantido, os programas sociais, a área de educação, assistência, saúde, os programas de desenvolvimento de tecnologia são muito importantes. Também vamos manter os incentivos a habitação. Isso será capaz de ajudar a gerar mais emprego, com isso, gerar renda, e manter o crescimento econômico”, disse o ministro hoje (27) em entrevista coletiva.

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De acordo com Paulo Bernardo, cerca de R$ 111 bilhões ainda ficarão disponíveis para serem executados em 2009. O corte não comprometerá, portanto, o valor do salário mínimo a ser pago a partir de primeiro de fevereiro. O governo decidiu manter o valor em R$ 465,00.

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Antes de concluir as bases para o contingenciamento final, o presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, pediu ao ministro do Planejamento que converse com os titulares da cada pasta para acertar onde os cortes serão feitos. Na próxima segunda-feira (2), o Paulo Bernardo fará uma exposição de como serão feitos os cortes para os demais colegas, na reunião ministerial que acontece na Granja do Torto.

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“Vamos tentar não desagradar todo mundo, mas agradar todo mundo não tem a menor possibilidade. Acredito que a choradeira vai acontecer depois da reunião. Vamos chamar os ministros e conversar sobre a pasta de cada um. Precisamos manter o Orçamento equilibrado. Por isso, nós precisamos reduzir gastos para adequar a essa receita, que nós estamos perdendo”, justificou.

O ministro disse ainda que o governo não tem condições de fazer o corte definitivo neste momento, porque existe um contexto de incerteza muito grande. Além dos impactos da crise, o governo não possui ainda informações detalhadas sobre a arrecadação.

De acordo com Paulo Bernardo, se o governo observar apenas o Orçamento, não há espaço para a concessão de mais isenções fiscais para setores afetados pela crise financeira internacional. No entanto, o ministro ressaltou que o governo, ao estudar a possibilidade de concessão de benefícios, considera outras variáveis.

“Temos que combinar o Orçamento com as medidas que o presidente está trabalhando para fomentar o emprego, fomentar o crescimento. Então, nesse contexto, poder haver ainda alguma desoneração”, disse o ministro.

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