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sábado, 7 de novembro de 2026
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Economia

Fundação aponta que consumidores de baixa renda devem gastar mais no natal

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Os consumidores com menor poder aquisitivo, com renda familiar de até R$ 2,1 mil, pretendem gastar mais neste Natal, em comparação com as demais classes. A informação aparece na Sondagem do Consumidor do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre-FGV) referente ao mês de dezembro, divulgada ontem (21).

A economista Viviane Seda, coordenadora da pesquisa, considera que a maior disposição às compras dos consumidores de menor poder aquisitivo justifica-se pela recomposição do salário mínimo nos últimos anos, obtendo ganhos reais sucessivos diante da inflação.

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"Existe uma certa estabilidade quanto ao indicador de compras de Natal, em relação ao ano passado, mas quem está mais disposto a comprar neste Natal são os consumidores de classe de renda mais baixa. Significa que essa classe, apesar de ter apresentado dificuldades financeiras nos últimos meses, com o orçamento mais apertado, agora no final do ano está recompondo a demanda reprimida, com maior impulso para comprar, reorganizando seu orçamento doméstico e quitando dívidas", avaliou Viviane.

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A pesquisa mostrou que os consumidores, de forma geral, continuam insatisfeitos com a situação financeira, mas estão mais dispostos a comprarem bens de consumo duráveis. Isso mostra que eles estão confiantes em relação à sua capacidade de pagamento no futuro, influenciados inclusive pelo baixo desemprego. "Esses consumidores estão com ganho real em relação às demais classes de renda."

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Os presentes mais lembrados na pesquisa são: roupas, citadas por 43% dos entrevistados; brinquedos, 21,1%; eletroeletrônicos, 7,5%; artigos pessoais, 6,6%; lembrancinhas, 5,3%; perfumes, 4,8%; livros, 4,6%; dinheiro, 2,7%; calçados, 1,5%; utilidades domésticas, 0,7%; bebidas, 0,6%, e eletrodomésticos, 0,6%.

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