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quarta-feira, 4 de novembro de 2026
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Economia

Exportação da madeira de Mato Grosso cai 13%

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Mato Grosso continua gerando expressivo superávit na balança comercial. Em agosto, o saldo foi de US$ 2,7 bilhões, valor 7% superior ao do mesmo período do ano passado, que foi de US$ 2,5 bilhões. As exportações, que somam US$ 2,95 bilhões em 2006 foram superiores em 5% em relação a 2005, que foi de US$ 2,81 bilhões, no acumulado de janeiro a agosto. “Apesar da comparação positiva, estes dados confirmam índices de desempenho menores em relação aos anos anteriores”, informa o técnico do centro Internacional de Negócios da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Emerson Moura.

Em agosto, as exportações mensais retomaram a média do ano passado, totalizando US$ 470,30 milhões, contra US$ 447,5 milhões do mesmo mês do ano passado, um aumento de 5%. “No tocante as perdas cambiais pela valorização do real frente ao dólar e comparando agosto deste ano com agosto do ano passado, o valor das exportações em nossa moeda seriam de R$ 6,64 bilhões com o dólar de agosto de 2005 e, no entanto, são de apenas R$ 6,34 bilhões em 2006. Uma perda de R$ 300 milhões, devido à cotação média do dólar, representando uma queda de 8,9% no período”, analisa o consultor econômico da Fiemt, Carlos Vitor Timo.

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Mato Grosso continua na 10º posição no ranking das exportações dos Estados, porém, mostra uma significativa queda no crescimento. “No mesmo período de 2005 o crescimento foi de 35%, um crescimento bem acima da média nacional”, destaca Émerson. A região centro-oeste representa 5,81% do montante exportado pelo Brasil. Mato Grosso representa 57%, seguido por Goiás com 29%, Mato Grosso do Sul com 12% e Distrito federal com 0,89%.

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As exportações do complexo soja totalizam até agosto US$ 2,3 bilhões registrando queda de 1% em relação ao mesmo período do ano passado. O valor total exportado de soja-grão em 2006 é de US$ 1,74 bilhão contra US$ 1,54 bilhão em 2005. As vendas de soja-grão representam 76% do valor exportado do complexo soja e continuam sendo 60% das exportações estaduais. O farelo e o óleo de soja continuam registrando forte queda em volume e em faturamento, ocasionando o fraco desempenho das vendas neste ano.

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“A queda de 1% no valor total exportado em dólar do complexo soja, transforma-se em redução ainda maior de 9% na conversão para reais por conta da defasagem cambial. A cotação do dólar em julho de 2005 era de R$ 2,36 passando para R$ 2,15 em julho de 2006 que representa variação negativa de 8,9% no período”, explica o consultor econômico da Fiemt.

De acordo com Timo, a defasagem gera perdas cambiais se considerar o valor exportado em dólares até agosto deste ano e multiplicar pelo dólar de agosto de 2005. “Desta forma, teríamos R$ 5,40 bilhões e não R$ 4,94 bilhões, o que representa então R$ 460 milhões a menos de faturamento nominal, em relação ao ano passado”.

MADEIRA – Houve expressiva queda de 13% no valor exportado total da madeira, bem como em todos os produtos considerados – serrada e perfilada/compensada –, com índices percentuais ainda maiores, mesmo registrando-se aumentos de preços internacionais. “Tais resultados continuam refletindo as dificuldades operacionais que a indústria madeireira vem enfrentando no Estado desde 2005 e que precisam ser superados, pela importância do setor para a economia estadual. A realização da Feira Promadeira em Sinop, recentemente, é uma prova disto”, ressalta o presidente da Fiemt.

CARNE – As exportações totais de carnes até agosto deste ano totalizam US$ 333 milhões com crescimento de 81% em valor, comparado ao mesmo período do ano passado. Isto se deve às vendas externas de carne bovina, que foram de US$ 293 milhões, ou seja, 88% do total exportado de carnes no acumulado de janeiro a agosto deste ano. “Este aumento ainda é reflexo dos focos de febre aftosa nos estados do Paraná e Mato Grosso do Sul. Alem da abertura de novos mercados principalmente no Oriente Médio”, revela o técnico do CIN.

No caso do milho, houve expressivas quedas nas vendas em valor e em volume, mesmo com o aumento de 22% nos preços internacionais verificado no período analisado. O algodão também sofreu quedas nas vendas em valor e volume e apresentou um aumento de preço de 6% no período. No caso do açúcar e do couro, o desempenho das vendas externas foi bem melhor, registrando aumentos substanciais de valor e volume físico exportado, especialmente para o couro.

“Se os aumentos de preços internacionais persistirem nos próximos meses para estes produtos, podem ser um alento para a superação da crise do agro negócio estadual, podendo estimular o crescimento das vendas externas de forma mais vigorosa”, destaca Pasini.

IMPORTAÇÕES – As importações acumuladas de US$ 247,82 milhões até agosto contra US$ 291,29 milhões do ano passado mostram queda de 15% no mesmo período. “Se de um lado isto contribui para o aumento do superávit, por outro lado é também um indicador da crise do agronegócio. Os insumos agropecuários é o item mais importante das importações estaduais e registrou queda de 18% no período”, explica o presidente da Fiemt, Nereu Pasini. Além dos insumos agropecuários, o gás natural boliviano, registrou queda de 23% em relação a 2005, em função de questões políticas e técnicas com o abastecimento da Usina Termoelétrica de Cuiabá, comprometendo a oferta energética do Estado.

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