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sábado, 7 de novembro de 2026
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Economia

Endividamento de produtores restringirá acesso ao plano safra em MT

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O incremento de 7,9% no valor disponibilizado no Plano Agrícola e Pecuário (PAP) da safra 2010/2011 não vai beneficiar os produtores matogrossenses, que não terão acesso ao crédito necessário em consequência do endividamento e do pequeno número de propriedades em relação à quantidade de produtores nas regiões Sul e Sudeste do país. Dos R$ 116 bilhões que serão destinados ao financiamento da agricultura e pecuária, menos de R$1,16 bilhão devem ser acessados pelos produtores do Estado.

Segundo o presidente da Associação de Produtores de Soja e de Milho de Mato Grosso (Aprosoja), Glauber Silveira, menos de 1% do PAP é destinado ao Estado, mesmo sendo líder em produção de soja, milho, algodão e girassol. A safra 2010/2011 vai receber um investimento recorde e novas linhas de crédito foram criadas para custear as culturas e fomentar o desenvolvimento sustentável do setor.

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Um exemplo é a Agricultura de Baixo Carbono, em que R$ 2 bilhões serão direcionados aos produtores interessados em investir em técnicas que aumentem a capacidade de sequestro de carbono ou que diminuam a emissão de carbono no agronegócio, como é o caso da Integração Lavoura Pecuária e Floresta e do plantio direto, quando se dispensa a retirada dos resíduos das plantações anteriores. Outro ponto positivo, como analisa o técnico da Federação Matogrossense de Agricultura e Pecuária (Famato), Tiago Mattosinho, seria a linha de crédito voltada para os empresário do campo de médio porte. Apesar da inovação, Mattosinho destaca que esta também não será acessada no Estado.

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Neste caso, o que impede a tomada de crédito é a classificação feita, em que apenas os produtores com rendimento anual de até R$ 500 mil são considerados de médio porte. Tal critério não engloba os produtores medianos do Estado. Mattosinho comenta que aqui os custos são muito altos e que isso inviabiliza as pequenas propriedades. Glauber Silveira alega a mesma situação, ao dimensionar as produções da região. “O nosso médio produtor tem o rendimento mínimo de R$ 1,3 milhão. Precisaria aumentar pelo menos em 3 vezes o limite”. Mattosinho compara os produtores. “O que aqui para nós é médio, no Rio Grande do Sul, por exemplo, é grande produtor”.

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A dificuldade dos produtores locais não é novidade, visto que apenas 10% do custeio da produção do agronegócio são provenientes de créditos oficiais. Glauber Silveira reforça que independentemente da linha de crédito criada pelo governo e o benefício que isso traria, nada vale para Mato Grosso se não tem o acesso por parte dos produtores região. “Cerca de 90% da nossa produção é financiada por bancos e tradings, não temos captação de recurso federais. Então, sendo para ampliar a produção sustentável ou para construção de armazéns, isso não contempla os produtores nem facilita a produção agropecuária mato-grossense”.

 

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