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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Economia

Embrapa Pantanal diz que INPP em Cuiabá traz prejuízos ao MS

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O chefe-geral da Empresa Brasileira de Pesquisa e Agropecuária (Embrapa) Pantanal, José Aníbal Comastri Filho, declarou que a escolha política de Cuiabá como sede do INPP (Instituto Nacional de Pesquisas do Pantanal) foi “polêmica, controvertida e arriscada”. De acordo com Comastri, verbas podem deixar de ser enviadas ao Estado com a escolha. A Embrapa Pantanal tem sede em Corumbá, Mato Grosso do Sul.

Em oficio enviado ao deputado estadual Maurício Picarelli (PMDB), o chefe-geral da Embrapa explicou que a escolha desarticulará todas as ações de integração realizadas até o momento pelo CPP (Centro de Pesquisa do Pantanal), um colegiado de universidades regionais que atua em pesquisas pantaneiras.

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Pelo CPP foram implantadas redes capazes de unir as instituições da região em torno de temas prioritários, além de influenciar políticas públicas de forma mais eficiente.

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Na geopolítica nacional, de acordo com José Aníbal, esta iniciativa não soou bem entre os parceiros das redes coordenadas pelo CPP e MCT. Assim, existe o risco de haver uma desagregação dessas redes, amadurecidas há mais de três anos de funcionamento, inclusive com elogios do próprio ministério.

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A Embrapa entende que ao invés de se criar mais uma entidade com recursos públicos, deveria ocorrer um esforço no sentido de fortalecer as parcerias e as instituições parceiras.

Universidades como a UFMS, UFMT, UEMS, Uniderp, entre outras, já trabalham com pesquisas relacionadas ao Pantanal e com a criação de uma nova instituição, pode acontecer um desprezo por parte das competências estabelecidas até então, e que já vinham se desenvolvendo com eficiência.

Um outro agravante mostrado pela Embrapa é que não faz sentido denominar a criação do INPP como um órgão nacional, uma vez que a entidade atuará em questões regionais (o Pantanal tem apenas 140 mil km², enquanto a Amazônia tem mais de 2 milhões de km²).

Os problemas do Pantanal são complexos e requerem a colaboração de todas as instituições de ensino e pesquisa da região. Assim, a possível implantação do INPP, segundo a Embrapa, é potencialmente desagregadora, podendo fomentar a competição e o desmantelamento das redes já estabelecidas e amadurecidas, o que significaria uma perda irreparável para o Pantanal.

Em outubro do ano passado, Picarelli, em parceria com os senadores Delcídio do Amaral (PT) e Valter Pereira (PMDB), entrou em contato com o MCT para solicitar a instalação do INPP em Mato Grosso do Sul, já que o estado detém mais de 65% do Pantanal. No entanto, em recente ofício encaminhado ao peemedebista pelo ministro Sergio Machado Rezende informou que a parceria com a UFMT existe desde 2004 e uma alteração na proposta de instalação seria comprometedora neste momento, pois já está incluída no Plano Plurianual 2008-2011.

 

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