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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Economia

Dólar fecha em queda cotado a R$ 2,25

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O dólar caiu mais de 1% nesta segunda-feira, refletindo o ingresso de recursos no fim da sessão e o otimismo com a notícia da recompra de títulos externos pelo Tesouro Nacional.

A divisa norte-americana encerrou o dia com declínio de 1,44%, vendida a R$ 2,251.

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Segundo analistas, a venda de dólares por exportadores no final dos negócios foi pontual para que a moeda acentuasse a queda frente ao real, mesmo com o cenário internacional impondo pressão no câmbio.

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No campo externo, comentários do chairman do Federal Reserve, Ben Bernanke, alertando para o repique do núcleo dos indicadores de inflação, aumentaram apostas de uma elevação no juro norte-americano em junho. As principais bolsas de valores dos Estados Unidos pioraram e o rendimento dos Treasuries subiu.

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Internamente, a Bovespa acompanhou a deterioração externa, mas o dólar acentuou o declínio frente ao real.

“O mercado tentou dar uma piorada, mas hoje está tendo um pouco de fluxo (de entrada) e isso segurou a onda, mas passando esse fluxo, o mercado deve piorar. Está tudo muito ruim”, comentou o gerente de câmbio de um banco nacional, que não quis ser identificado.

O analista de mercado da corretora Socopa, Paulo Fujisaki, reforçou que a atuação de exportadores no fim do dia ajudou a derrubar o dólar, especialmente porque o volume na sessão foi inexpressivo.

“Era para estar piorando… os indicadores lá refletem que as coisas estão esquentando no mercado americano”, afirmou.

Outro fator que colaborou para que o câmbio operasse com otimismo foi a recompra de títulos externos pelo Tesouro Nacional, iniciada nesta segunda-feira.

Conforme nota do Tesouro, serão recomprados até US$ 4 bilhões em títulos denominados em dólar e euro, de prazos mais longos. A operação, feita por meio de “leilão holandês modificado”, será concluída no dia 8 de junho.

A diretora de câmbio da AGK Corretora, Miriam Tavares, destacou que a recompra é favorável para o país e pode reforçar o ingresso de recursos. “(O investidor) tem menos títulos para comprar lá fora, pode querer investir em papéis do Brasil e internalizar recursos”, explicou.

Nesta tarde, o risco-país, medido pelo banco JP Morgan, caía 13 pontos, para 262 pontos-básicos sobre os Treasuries.

A diretora ponderou que o dólar não tem muita força para cair, mesmo em dias de otimismo, por conta da indefinição sobre o rumo do juro nos EUA. Ela vê o dólar oscilando em uma faixa entre R$ 2,25 e R$ 2,30.

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