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quarta-feira, 4 de novembro de 2026
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Economia

Dólar fecha em baixa a R$2,12

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O dólar registrou ligeira queda nesta quarta-feira, influenciado pela entrada de moeda no mercado, e atingiu a menor cotação desde o início de setembro.

A divisa norte-americana encerrou os negócios a R$ 2,129, com baixa de 0,23%.

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A atuação do Banco Central, que realizou novamente leilão de compra da moeda estrangeira, segurou a queda da cotação. O BC aceitou três propostas, e definiu corte a R$ 2,1285.

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A presença do BC no mercado tem contrabalançado o fluxo de entrada. “(Não deve cair muito) porque existem as intervenções do Banco Central, que têm sido contínuas”, disse Carlos Alberto Postigo, operador da Action Corretora de Câmbio.

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André Kitahara, operador do Rabobank, tem avaliação semelhante. “(O mercado) está muito de olho no volume de compra do BC… de olho no quanto colocou de swap.”

O BC vem realizando leilões de compra de dólar todos os dias desde o fim de setembro do ano passado. A autoridade monetária justifica a atuação como parte de seu programa de recomposição de reservas internacionais, que na terça-feira estavam em US$ 89,48 bilhões.

A política do BC, porém, é vista por alguns como uma tentativa de evitar uma forte queda na cotação do dólar, que reduziria a competitividade dos produtos brasileiros no mercado externo. O BC tenta manter o dólar “de modo que não venha a atrapalhar o exportador, principalmente o pequeno exportador”, explicou Postigo.

Além disso, muitos bancos estão com posição vendida no mercado futuro. “Os bancos têm estado com posição vendida, mais ou menos em torno de US$ 1,3 bilhão, US$ 1,4 bilhão”, disse Postigo. “Se virem (o dólar) chegando a R$ 2,120, vão iniciar um processo de redução dessas posições.”

Copom
A principal expectativa entre os investidores é quanto à decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre a taxa de juro, que sairá após o fechamento dos negócios. O mercado está dividido entre um corte de 0,50 ponto percentual ou de 0,25 ponto percentual. A Selic está atualmente em 13,25%.

O mercado vinha apostando em uma desaceleração no ritmo de afrouxamento monetário. O anúncio do Programa de Aceleração do Crescimento e o esforço do governo para dinamizar a economia, porém, levaram alguns analistas a prever mais uma redução de 0,50 ponto.

A decisão, porém, terá pouca repercussão na quinta-feira, por causa do feriado na cidade de São Paulo.

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