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quarta-feira, 4 de novembro de 2026
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Economia

Dólar comercial fecha em alta a R$ 2,02

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O dólar encerrou em leve alta nesta quinta-feira atento à queda das bolsas de valores ao redor do mundo, que ofuscou a melhora do rating do Brasil. A moeda norte-americana avançou 0,20% e fechou a R$ 2,023. Na véspera, o dólar havia encerrado no menor patamar desde fevereiro de 2001, a R$ 2,019.
“(O avanço do dólar) foi motivado pela piora das bolsas externas e da Bovespa”, resumiu Carlos Alberto Postigo, operador de câmbio da corretora Action.

O principal índice da Bovespa chegou a recuar mais de 2% na esteira do desempenho negativo de Wall Street. A queda das bolsas permitiu que o Banco Central esperasse para atuar somente no final da sessão. Repetindo o procedimento da véspera, a autoridade monetária realizou apenas um leilão de compra de dólares perto dos últimos negócios, sem fazer leilão de swap cambial reverso.

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Na operação, o BC definiu corte a R$ 2,0235 e aceitou, segundo operadores, pelo menos 13 propostas. O dólar chegou a esboçar uma queda no final da manhã, caindo para R$ 2,015, após a melhora da classificação do Brasil pela Fitch. A agência elevou a nota atribuída ao País de “BB” para “BB+”, a um passo do chamado grau de investimento.

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A decisão já era antecipada pelo mercado e sua repercussão não teve força para manter a cotação da moeda norte-americana em baixa. A perspectiva, porém, é de que a entrada de dólares se intensifique, segundo João Medeiros, diretor de câmbio da corretora Pioneer.

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“Dentro da oferta fantástica (de moeda) que existe no Brasil e no mundo, e enquanto mantivermos a taxa de juros assim alta, vamos receber muito mais dinheiro… Então isso (a reclassificação de risco) inclusive é um agravante para que a taxa de câmbio se aprecie ainda mais”, comentou.

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