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domingo, 8 de novembro de 2026
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Economia

Diretor do Sindipetróleo diz que governo não é o responsável pelo aumento do preço do etanol em Mato Grosso

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O diretor-executivo do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de Mato Grosso (Sindipetróleo), Nelson Soares Junior, confirmou que o governo do Estado não é o responsável pelo aumento do preço do etanol em Mato Grosso. Em artigo publicado, o sindicalista explicou que a elevação dos preços não é um fenômeno causado por um único motivo e que a situação tem ocorrido em pelo menos 23 estados do país. Em Mato Grosso, o preço médio do litro subiu de R$ 2,91 em dezembro de 2019 para R$ 3,20 em janeiro deste ano.

De acordo com Nelson, os aumentos decorreram de “diferentes fatores”, entre eles a elevação de cerca de R$ 500 no preço do metro cúbico da cana-de-açúcar em razão do fim da safra e a diminuição dos estoques de etanol, “provocada pela manutenção da alta demanda, decorrente do aquecimento da economia nacional, notadamente no setor de consumo”.

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Outro motivo, segundo o dirigente, é que a Petrobras anunciou aumentos no valor da gasolina e no diesel, fato que causou um “efeito cascata” nos demais produtos, incluindo o etanol. “Por estas razões, desde o início de dezembro de 2019, as distribuidoras aumentaram diversas vezes o valor do combustível, sendo esta a principal razão dos sucessivos aumentos noticiados nos postos a partir de então”, disse.

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Nelson Junior afirmou que a legislação que reduziu os incentivos fiscais e passou a vigorar neste ano teve impacto no preço, mas reforçou que o dado divulgado pelo Governo do Estado “está correto”. Ou seja, que a redução do incentivo, por si só, poderia acrescer no máximo seis centavos no preço final.

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“Em relação aos postos revendedores, tratando-se de empresas, que possuem inúmeros custos para a manutenção da sua atividade econômica, cada revendedor tem a sua realidade econômica e contábil, que inevitavelmente reflete nos preços de seus produtos”, relatou.

Segundo o diretor do Sindipetróleo, também pesou no preço as despesas extraordinárias dos postos de combustível, “tais como, décimo terceiro e demais encargos trabalhistas e previdenciários dos colaboradores, taxas dos órgãos de fiscalização periódica, tributos decorrentes da atividade econômica, dentre outros, que devem ser custeadas pela renda auferida com a venda dos produtos”.

É importante destacar que, apesar da redução do incentivo fiscal, Mato Grosso é o 2º estado com a melhor alíquota do país para o etanol. “Todos esses aspectos convergem para o aumento no preço médio de venda do etanol em Mato Grosso, que, apesar disso, se mantém entre os estados com o etanol mais barato do país, mantendo a competitividade em relação à gasolina”, disse Nelson Junior.

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