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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Economia

Crescimento em julho pode ser sinal de aceleração da economia

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A atividade econômica brasileira registrou crescimento dessazonalizado (livre de variações do período) de 0,75% em junho, na comparação com maio deste ano, segundo o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br).

Para o superintendente adjunto de Ciclos Econômicos do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), Aloisio Campelo, o crescimento em junho é o melhor resultado do ano, mas vem de três resultados muito fracos. "O IBC tinha caído em março, depois ficou muito próximo de 0% em abril e 0% em maio". Campelo destacou, contudo, que não deixa de ser um sinal favorável de reação da demanda, uma vez que havia dúvida em relação à capacidade das famílias brasileiras se endividarem ainda mais.

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O economista da FGV disse que, embora o consumidor tenha ajustado um pouco as suas contas, o que levou a inadimplência a parar de subir foi a nova situação de taxa de juros mais baixa no país, aliada às medidas de estímulo à economia. Esses sinais levam a crer que o resultado do IBC de junho pode ser um primeiro sinal de aceleração da economia no segundo semestre.

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As sondagens efetuadas pela FGV, entretanto, não captaram um mês de julho muito favorável. "A impressão que a gente tem é que os segmentos que estão sendo influenciados pelo Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) mais baixo estão melhorando", disse. Outros setores, ao contrário, ainda "estão devagar" ou até piorando.

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Um dos setores em compasso moderado é o de material de escritório e informática. Campelo avalia que esse segmento pode estar sendo influenciado pelo câmbio mais alto. "É um segmento que tem a ver com investimento". Segundo Campelo, os investimentos ainda não aceleraram no Brasil, devido, em parte, às incertezas trazidas pela crise internacional. "O que está acelerando é o consumo".

Na avaliação de Campelo,o resultado do IBC-Br tem um lado favorável que é a sinalização que os impactos da redução do IPI tiveram efeito e que isso foi importante, no momento, para a economia brasileira. Ele ressaltou, entretanto, que outros segmentos ainda não estão sentindo isso.

A indústria como um todo permanece apresentando resultados fracos. "Apesar de o setor automobilístico ter conseguido ajustar seus estoques. O otimismo não vai muito além de agosto, quando termina o período (de redução) do IPI".

Campelo insistiu que a economia, no início do segundo semestre, pelas sondagens da FGV, não está dando sinais claros de que o crescimento apontado pelo IBC-Br está espalhado. "Isso terá que ser acompanhado ao longo do terceiro trimestre, para ver se consolida essa recuperação. Aí, a gente chega na fase de voltar a contratar mais e investir mais", disse Aloiso Campelo.

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