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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Economia

Clima e área plantada provocam aumento do preço do feijão

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Os consumidores vão ter que reduzir este ano o consumo de feijão carioca, item da cesta básica, se quiserem economizar. O alerta é do analista de mercado da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) João Figueiredo Ruas. O clima, segundo ele, foi o vilão que causou o aumento do preço do produto.

O analista explicou que a safra de feijão 2006/2007 foi muito grande e o preço do produto caiu no mercado e então os produtores optaram pelo milho e a soja para a safra de 2007/2008. Mas o clima irregular, com escassez de chuvas nas principais regiões feijoeiras – Paraná, São Paulo, Minas Gerais e Bahia -, fez com que a primeira safra 2007/2008 fosse comprometida.

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“Mesmo com o mercado escasso houve uma alta no consumo por causa do aumento do salário mínimo, da economia aquecida e da inflação baixa. Mas mesmo assim alguns produtores não quiseram se arriscar e continuaram a plantar outros grãos. Esse ano vamos ter a menor área de feijão plantada”, disse.

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Um saca de feijão preto, com 60 quilos, custava no ano passado entre R$ 30 e R$ 35, hoje está avaliada em R$ 130, em média.

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O feijão carioca, o mais consumido na Região Sul e Sudeste, tem o preço ainda mais alto, em média varia de R$ 180 a R$ 235, segundo João Ruas.

De acordo com o analista da Conab, o país não tem de onde importar o feijão carioca, porque quem produz consome.

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