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domingo, 8 de novembro de 2026
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Economia

Cliente pode economizar R$ 1 mil ao ano se ficar atento a tarifas, diz associação

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O cliente bancário poderia economizar mais de R$ 1 mil por ano se escolhesse tarifas bancárias adequadas a seu perfil. A estimativa é da coordenadora institucional da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Pro Teste), Maria Inês Dolci.

“A expectativa é que o consumidor possa, a partir de agora, ter mais informações sobre as tarifas que paga pelo banco, verificar se usa realmente as tarifas”, afirma.

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Maria Inês Dolci também orienta o consumidor a acompanhar a evolução e negociar com os bancos a redução dos valores ou procurar a instituição que melhor atenda as suas necessidades. Esse tipo de comportamento estimularia a concorrência no setor. Mas como fazer isso sem conhecer a tabela de tarifas?

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O consumidor pode acessar na página do Banco Central informações sobre todas as novas regras estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional. Com a lista de tarifas que podem ser cobradas pelos bancos em mãos fica mais fácil pesquisar e saber quais são os direitos dos clientes bancários. Para saber o valor das tarifas cobradas, os correntistas podem consultar também o site da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) ou as próprias instituições bancárias diretamente.

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O Banco Central e institutos de defesa do consumidor concordam que a desinformação e a falta de hábito de grande parte dos correntistas de conferir os dados lançados no extrato são os dois principais fatores que impedem o cidadão de pesquisar as instituições bancárias que oferecem as menores tarifas.

Para a supervisora de pesquisas do Procon-SP, Cristina Rafael Marinussi, o consumidor só deve pagar por uma tarifa quando for necessário e tentar usar apenas o que é gratuito.

“Existe um rol maior de produtos e serviços bancários que são gratuitos, que são os chamados serviços essenciais. O que acaba favorecendo o consumidor que tiver um bom controle do orçamento”, afirmou.

Ela acrescentou que, atualmente, em muitas situações, é mais barato pagar individualmente cada tarifa do que aderir a um pacote. “Antes, o consumidor pagava um pacote com vários serviços que ele não utilizava”, lembra.

Um pacote com o perfil básico, por exemplo, dá direito a um talão de cheque especial gratuito com 10 folhas por mês. Permite também, mensalmente, duas transferências de valores, quatro saques e dois extratos gratuitos em terminal de auto-atendimento.

“Com esse perfil, ele consegue economizar. Infelizmente, a gente tem que sempre bater na mesma tecla porque o consumidor não para um pouquinho para pensar nisso e muitas vezes nem controla as tarifas que são debitadas.”

Em caso de irregularidades, a orientação do Banco Central é que, em primeiro lugar, o correntista procure a ouvidoria da instituição financeira.

“Reclame no banco porque nós estamos olhando a ouvidoria. Isso faz com que os bancos andem nos trilhos”, disse o chefe-adjunto do Departamento de Normas do Sistema Financeiro do Banco Central, Sérgio Odilon dos Anjos.

Caso o problema não seja resolvido, o cliente bancário pode procurar um instituto de defesa do consumidor e registrar a reclamação no Banco Central.

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