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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Economia

Bancários rejeitam proposta de 7% e greve continua em Mato Grosso

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A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) propôs aumento de 7% nos salários e um abono de R$ 3,3 mil, que será pago dez dias após a assinatura do acordo. A proposta foi apresentada, hoje, em São Paulo, durante rodada de negociação com o comando nacional dos bancários. Os trabalhadores apontaram que a proposta é “insuficiente” e não houve acordo.

“Não podemos de forma algum aceitar uma proposta desta, abaixo da inflação. Nossa reivindicação continua em 14,78%, o que significa os 5% de aumento real”, disse, ao Só Notícias, o diretor regional do Sindicato dos Bancários de Mato Grosso (SEEB-MT), Marcos Saltarelli.

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Uma nova rodada de negociação deve ocorrer na próxima terça-feira (13). Até lá, a greve está mantida em Mato Grosso e demais estados do país. Uma assembleia em nível estadual deve ser realizada em breve para avaliar o movimento e os rumos da paralisação.

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Em Sinop, 11 agências estão fechadas e 300 bancários aderiram ao movimento nacional. Um balanço apresentado pelo sindicato aponta que todas as agências de Cuiabá e Várzea Grande estão fechadas. Unidades de Sorriso, Nova Mutum, Lucas do Rio Verde, Barra do Bugres, Cáceres, Rio Branco, Nobres, Araputanga, Nova Olímpia e Pontes e Lacerda também aderiram ao movimento. Ao todo, 219 unidades no Estado estão fechadas.

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A categoria reivindica reajuste salarial de 14,78%, o que significa 5% de aumento real acima da inflação; piso salarial de R$ 3.940,24 (equivalente ao salário mínimo do Dieese em valores de junho último); vales alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá no valor de R$ 880 ao mês para cada (salário mínimo nacional); melhores condições de trabalho, com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoecem os bancários; fim das demissões, mais contratações, fim da rotatividade e combate às terceirizações diante dos riscos de aprovação do PLC 30/15 no Senado Federal, além da ratificação da Convenção 158 da OIT, que coíbe dispensas imotivadas; plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários e auxílio-educação: pagamento para graduação e pós.

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