Arco de Fogo é ‘ato prepotente do Ibama’, critica Fiemt
O presidente da Fiemt, Mauro Mendes, criticou hoje, em artigo publicado em Só Notícias, a operação Arco de Fogo, desencadeada pelo Ibama, Polícia Federal e Força Nacional de Segurança, em indústrias madeireiras na região Norte. Mendes considera “um formidável espetáculo de mídia que atrai os piores olhares do Brasil e do mundo sobre o Estado de Mato Grosso, como se fosse uma operação de guerra contra criminosos e um grande equívoco que se toma a partir do levantamento de dados equivocados do Inpe sobre desmatamentos e da sua divulgação precipitada pela ministra Marina Silva, do Meio Ambiente”.
O presidente da federação afirma, ainda, que a operação representa uma “atitude prepotente do Ibama, que fugiu aos acordos feitos com a Secretaria do Meio Ambiente de Mato Grosso para atuarem em conjunto nas referências de dados usados em campo. A Polícia Federal tem serviços prestados e uma imagem de respeito junto à sociedade, mas está se prestando a esse desmando nascido nos gabinetes do Ibama e do Ministério do Ambiente em Brasília”.
Mauro Mendes também repudiu o fato da operação ter iniciado nas empresas dos presidentes dos sindicatos de indústrias madeireiras em Sinop e Alta Floresta. “A indignação de se ver a Polícia Federal com suas armas poderosas invadindo as indústrias dos presidentes dos sindicatos indica claramente que se trata de intimidação dirigida e generalizada. A ostensividade policial é gritante e desmoralizadora contra empresários rigorosamente certos diante de todas as exigências legais, geradores de emprego, pagadores de impostos e os maiores empregadores dessas regiões”.

Mendes finalizou destacando avanços no setor madeireiro e cumprimento a legislação por parcela expressiva dos industriais madeireiros.” O radicalismo do Ibama dentro da Operação Arco de Fogo é lamentável e indigno. Não se justifica e nem se justificaria, porque o clima no setor de base florestal em 2008 nada tem a ver com o de 2005, quando da Operação Curupira. Seria muito oportuno perguntar quais os interesses desses dados equivocados, mentirosos, e se não estariam sendo produzidos pelo Inpe, e divulgados de maneira irresponsável e leviana pela ministra Marina Silva para alimentar ambientalismos sedentos por recursos e por poder político.
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