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sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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Economia

Acordo em MT visa impulsionar produção de Biocombustível

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A difusão de pesquisas e tecnologia para agregar valor à produção dos biocombustíveis é o principal objetivo do convênio assinado entre o sindicato das indústrias do setor (SindiBio) e a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). O acordo de cooperação técnica e científica vai abranger a pesquisa, formação de recursos humanos, inovação tecnológica, desenvolvimento científico, prestação de serviços técnicos especializados e análises para certificação do produto e processos e realização de estudos técnicos para o desenvolvimento de processos produtivos considerados de interesse comum.

O coordenador geral da Central Analítica de Combustíveis (Ceanc), Aylton José Terezo, professor do Departamento de Química da UFMT, diz que um dos exemplos do efeito da parceria é a possibilidade de se colocar em prática a transferência de tecnologia e pesquisas da universidade em benefício da sociedade, por meio dos produtos das indústrias, o que deve resultar na descoberta de novos produtos e da mitigação de resíduos ao ambiente provenientes da produção de biodiesel, por exemplo. A central analítica da universidade já realiza 13 dos 23 ensaios para especificação do produto, conforme determinado pela Agência Nacional do Petróleo (ANP).

O acordo de cooperação, analisa o pesquisador, serve ainda como suporte para a nova indústria de biodiesel já consolidada e da qual Mato Grosso é destaque na produção de um combustível renovável. Somente no primeiro trimestre deste ano, o Estado produziu 26,4% do biodiesel nacional, com 141,283 milhões de litros. A produção dos 3 meses foi 84,4% maior do que o mesmo período do ano passado, quando totalizou 76,617 milhões/l.

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O presidente do SindiBio, Sílvio Rangel, relata que em Mato Grosso existem 27 unidades produtoras, sendo 23 cadastradas junto à ANP e 15 já sindicalizadas. Ele ressalta a importância da parceria entre o setor produtivo e a área de conhecimento como avanço para o segmento. "Somos o primeiro estado a trabalhar com o biodiesel, o primeiro a formar o sindicato e agora o primeiro a trabalhar com uma universidade". No ato da assinatura do convênio, que ocorreu na quinta-feira (6), a reitora da UFMT, Maria Lúcia Cavalli Neder, contou que a instituição passou a fazer parte, no ano passado, da Rede Interuniversitária para o Desenvolvimento do Setor Sucroalcooleiro (Ridesa), integrada por 10 universidades.

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