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quarta-feira, 4 de novembro de 2026
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Cultura

Mocidade Alegre é campeã do carnaval em São Paulo

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O Carnaval de São Paulo é definitivamente da Mocidade Alegre. A escola confirmou a hegemonia dos últimos anos, conquistou o tricampeonato consecutivo do Grupo Especial e se firmou como soberana na capital paulista, ao somar 269,7 pontos e faturar o título depois da leitura das apurações ocorrida nesta terça-feira. Com um desfile impecável, a agremiação sacudiu o Sambódromo do Anhembi na madrugada do último domingo com o enredo “Andar com fé eu vou… que a fé não costuma falhar!” e faturou o troféu pela 10ª vez em sua história. 

A Mocidade volta ao Anhembi na próxima sexta-feira para o desfile das campeãs a partir das 22h. A escola entrará ao lado das demais quatro primeiras colocadas da elite do Carnaval paulistano – Rosas de Ouro, Águia de Ouro, Acadêmicos do Tucuruvi e Dragões da Real-, além também dos dois líderes do Grupo de Acesso.

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Um dos grandes momentos da apresentação da Mocidade do último domingo foi uma longa parada realizada pela bateria da escola, que emocionou o público do sambódromo. Os integrantes da escola se ajoelharam na avenida e enriqueceram a passagem da agremiação pelo Anhembi; Outro importante detalhe da performance foi a comissão de frente – os bailarinos desfilaram de olhos vendados, para mostrar que "a fé é cega". 

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Na apuração desta terça-feira, a Mocidade se manteve entre as primeiras desde o início, mas chegou a ser ultrapassada por Rosas de Ouro e Acadêmicos do Tatuapé. Contudo, após a avaliação do quesito evolução, a escola disparou na liderança com três décimos de vantagem, o que praticamente assegurou o título antes mesmo das notas de harmonia e alegoria serem divulgadas. Assim, a agremiação teve bastante tempo para celebrar o tri.

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O primeiro quesito avaliou as fantasias das agremiações. A Mocidade Alegre, favorita devido aos dois títulos de 2013 e 2012, mostrou que brigaria forte pelo tricampeonato e foi a única escola a receber quatro notas 10 nesse item. Mesmo assim, terminou empatada com 40 pontos com a Gaviões da Fiel, que teve um 9,8 descartado. Já no quesito enredo todas as participantes, com exceção de Tom Maior e da Nenê, que se mantinha na lanterna, receberam os 30 pontos possíveis e praticamente não mudaram a classificação.

Bateria foi o terceiro item de avaliação. Equipes tradicionais nesse aspecto, como Vai-Vai, Mocidade Alegre, Gaviões da Fiel e Rosas de Ouro, não conseguiram a pontuação máxima e perderam décimos importantes. Melhor para a atual tricampeã, que teve notas mais altas que os concorrentes e assumiu a ponta isolada. Apenas Tatuapé conseguiu 10 em tudo e subiu para segundo.

Os integrantes da Gaviões ficaram inconformados com a nota dada pelo primeiro juiz para a bateria e fizeram com que Regina, a única mulher da mesa, que faz parte da comissão da escola, tentasse conter os ânimos pedindo calma. Por outro lado, a presidente da Mocidade, Solange Bichara, orava apoiada nos ombros de um colega. No quesito mestre-sala e porta-bandeira, por sua vez, somente a agremiação da torcida corintiana e a Pérola Negra não tiraram a pontuação máxima.

A avaliação da comissão de frente que mudou totalmente a classificação. A surpreendente Acadêmicos do Tatuapé assumiu a primeira colocação com 149,8, enquanto a atual tricampeã perdeu pontos importantes após tirar dois 9,9 e um 9,8 e foi para o terceiro posto. Contudo, samba-enredo tratou novamente de jogar emoção à apuração. Rosas de Ouro brilhou, se aproveitou de notas menores da escola da Zona Leste e assumiu a ponta.

Em evolução, as escolas começaram a perder muitos pontos. A Gaviões, por exemplo, levou até um 9,4 e praticamente deu adeus ao título, despencando para a décima colocação. Somente X-9, Águia de Ouro e Mocidade Alegre levaram 10 em tudo, o que trouxe novamente a então bicampeã para a liderança isolada, abrindo três décimos e ficando próxima do tri. A diferença foi mantida após a leitura de alegoria e harmonia, dando o sonhado tri à Mocidade. Leandro de Itaquera e Pérola Negra foram rebaixadas.

 

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