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quarta-feira, 4 de novembro de 2026
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Alexandre Garcia

Democracia da minoria

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A médica do posto de saúde não conseguia ouvir a paciente por causa da gritaria na escola pública ao lado. Acompanhada da diretora do posto, foi ver o que acontecia. Os alunos da escola, vestidos de menina, e as alunas vestidas de menino, gritavam palavras de ordem sobre não terem nascido com seu próprio sexo. A médica, que já havia posto no mundo mais crianças que as da escola, espantada, começou a fotografar a cena. A diretora da escola chegou furiosa e lhe arrancou o celular das mãos, exigindo que apagasse as fotos.

Se a diretora da escola não soubesse que estava fazendo algo errado, estimularia as fotos que retratavam uma didática curricular. Mas certamente ela sabia que estava, sim, fazendo uma pregação ideológica destinada a destruir a personalidade das crianças, sem que os pais soubessem. Aplicava teorias que pretendem enfraquecer a nação enfraquecendo sua base, que é a família, para não precisar de armas para tomar o poder.

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Agora se levanta a discussão sobre se aluno pode usar o celular para registrar a aula. Fui professor na PUC e no Uniceub e ficaria muito feliz com o interesse de alunos que quisessem gravar minhas aulas como arquivo e lição de casa. Gravar uma aula é até oportunidade para espalhar o saber, numa escola pública. Em escola privada, paga, aí sim, vale o direito da escola de não permitir que sua aula seja gravada e depois vendida. No fundo, o protesto parte de professor que sabe que não está dando aula de História, ou de Gramática, ou de Filosofia, mas fazendo comício de pregação política.

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Uma minoria com pouco voto, tenta se impor ao desviar-se de sua missão para convencer alunos de suas teses, omitindo o fato de que elas não deram resultado em lugar algum do mundo. Mas por décadas, obtiveram resultado nas mentes dos alunos que hoje fazem militância em suas profissões. Alguns professores e jornalistas foram vitimas dessa pregação, como vemos nas escolas e no noticiário. Nos legislativos, repete-se a tática de a minoria ser barulhenta e falar em nome do povo – que não lhes deu voto. Sempre contam com a desproporcional cobertura de militantes que vão mostrá-los como importantes. Convém não se deixar enganar por essa “democracia” da minoria.

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