Ambiente de testes · não indexado pelos buscadores
quarta-feira, 4 de novembro de 2026
Publicidade
E-01 · 1190 × 250E-01 · 336 × 100Super banner topo
Alexandre Garcia

A piada e o país

Compartilhe Facebook X Texto

Há três semanas, quando saí em férias, ainda não havia a divulgação da delação premiada de Joesley Batista e o país parecia que estava começando a recuperação da economia, vale dizer, da produção e do emprego. Perigoso para um jornalista estar longe de uma crise em que os fatos se sucedem com a rapidez de horas. Mas ficar longe dos acontecimentos pode ter alguma vantagem: a gente tem a visão conjunta da floresta, e não se atrapalha com cada árvore envolvida. Algumas de casca grossa, que resistem até a incêndios; outras, de tronco flexível, que logo se curvam; e há as fracas, que quebram na tempestade. Como saber para que lado está indo o País se há tantos tipos diferentes envolvidos? E são gente que olha para o próprio umbigo, ou melhor, para o próprio bolso. Gente que se apega ao grupo, para tentar ser forte; gente que bota fogo na floresta, literalmente. E pouca gente que pensa no país.

Muita gente que se elegeu mas não tem vocação para a verdadeira política, para ver longe, ser estrategista – só há táticos, com ações imediatas, da hora, ditas casuísticas, na base do salve-se quem puder. Falta cabeça fria quando o cérebro ferve com ódio, vingança ou medo – todos maus conselheiros. E a nação, já tradicionalmente com pouca ordem, se afrouxa ante os desafios.

Publicidade
E-02 · 300 × 420

As versões ficam maiores que os fatos e factóides se fantasiam de realidade. A hipocrisia reina absoluta; mente-se com a maior convicção. Não foi crise importada, não foi criada por empresários que desempregaram para não falir. De fato foram muitos, mas não foram todos, empresários e políticos que se juntaram na compra e venda do poder de eleger, de dar vantagens, benefícios. 

Publicidade
E-03 · 600 × 100E-03 · 300 × 100
Leia tambémQuatro anos

Com essa crise que envolve os três poderes, reformas essenciais ficaram em suspense. E um crime é que tudo seja custeado com a riqueza produzida por quem trabalha e crime maior é que os recursos usados pela corrupção faltaram para os hospitais, escolas, segurança. E se pagou para ter boas escolas e bons hospitais e verdadeira segurança. Divorciaram-se do país real para viver o conto de fadas dos conluios com o dinheiro. O nome do país deles se chama dinheiro e não Brasil. Quando o Presidente da Justiça Eleitoral comparou o país com as Organizações Tabajara, a turma do Casseta & Planeta protestou e o ministro Gilmar Mendes pediu desculpas, “não queria ofender”. Transformam o país em piada.

Publicidade
E-05 · 300 × 250E-05 · 300 × 250
Publicidade
E-04 · 600 × 100E-04 · 300 × 100

Mais sobre Alexandre Garcia

Ver tudo →
Publicidade
E-06 · 300 × 250
Publicidade
E-08 · 970 × 250E-08 · 300 × 250Billboard antes do rodapé