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quarta-feira, 4 de novembro de 2026
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Agronotícias

Soja: preços em Rio Grande sobem com alta do dólar

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Com o dólar em alta e os futuros da soja na Bolsa de Chicago, a segunda-feira parece bastante favorável para a formação dos preços da soja no mercado brasileiro. Por volta de 12h55 (horário de Brasília), os principais contratos subiam enter 6 e 6,50 pontos – ampliando suas altas em relação às observadas mais cedo – e o contrato julho/17 era negociado a US$ 9,59 por bushel.

Ao mesmo tempo, com alta de 1,21%, a moeda americana era cotada a R$ 3,291, ainda refletindo a crise política no Brasil. Após as últimas delações, está em xeque a governabilidade do presidente Michel Temer e o desenrolar não só da cena política e das reformas que vinham sendo propostas, mas também da economia nacional, voltam a ser rondadas por incerteza e motivam a desvalorização da divisa local.

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“O maior risco para o mercado é Temer continuar e não ter governabilidade, não conseguir aprovar as reformas”, afirmou o operador da corretora H.Commcor Cleber Alessie Machado à agência de notícias Reuters. “Há ainda preocupação com eleição direta, por causa do risco de entrar algum partido que não dê prosseguimento às reformas”, acrescentou ele.

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Assim, no porto de Rio Grande, a soja disponível já chegava aos R$ 71,30 – com uma alta de 1,86% em relação ao fechamento da última sexta-feira (19). Para final de maio do ano que vem, a soja da safra nova era negociada a R$ 75,20, subindo 1,62%.

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Bolsa de Chicago

De acordo com analistas internacionais, as previsões que seguem mostrando um tempo ainda bastante úmido nos Estados Unidos durante o plantio da nova safra atua no centro das atenções dos traders. “A movimentação é relativamente boa com mais de 15 mil contratos sendo negociados durante a noite. Na máxima, o mercado chegou a trabalhar a US$ 960,75 com quase 8 centavos de alta”, explica o analista de mercado Miguel Biegai, da OTCex Group, de Genebra.

Ao lado desse fator, porém, a alta do petróleo – tanto em Londres, quanto em Nova York – também contribui. A commodity subia, em ambas as bolsas, quase entre 0,7% e 0,9% na tarde de hoje. A Opep (Organização dos Países Produtores de Petróleo) se reúne nesta segunda, novamente, para decidir sobre uma possível redução na produção.

“O petróleo influencia as commodities agrícolas pois óleo de soja e milho são insumos para produção de biocombustíveis. Se o preço do petróleo sobe, sobe também o diesel e a gasolina, dando competitividade para os biocombustíveis”, explica Biegai.

O analista lembra ainda que, graficamente, o contrato julho/17 já deixou o seu ‘canal de alta’ que vinha sendo observado no início da semana anterior, movimento confirmado após a forte queda dos preços seguida das mais recentes delações premiadas no Brasil, que fizeram o dólar explodir, em um só dia, mais de 8% frente ao real.

O mercado internacional recebe, também nesta segunda-feira, novos números do USDA no relatório semanal de embarques de grãos – os quais ficaram dentro das expectativas e totalizaram 348,535 mil toneladas. Já o novo boletim de acompanhamento de safra chega às 17h (Brasília), após o fechamento do pregão, com os índices de plantio atualizados.

O mercado aposta em 85% da área de milho já plantada, contra 71% da semana anterior, e 56% na soja, frente aos 32% do último reporte.

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