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quarta-feira, 4 de novembro de 2026
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Agronotícias

Soja: mercado volta a subir em Chicago e fecha em alta

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Os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago deixaram de lado a estabilidade que permeou os negócios na maior parte da sessão desta segunda-feira e fechou o dia com boas altas, de mais de 7 pontos entre os principais contratos. Assim, o maio/18, referência para a safra brasileira, ficou com US$ 10,13 por bushel.

O mercado internacional encontrou espaço para voltar a subir, principalmente, ainda na força da demanda, que segue mostrando seu crescimento ainda muito presente e efetivo. Ao mesmo tempo, nos Estados Unidos, a comercialização caminha de forma um pouco mais lenta, com os produtores retendo suas vendas diante de patamares de preços que ainda não são atrativos para si.

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Para Miguel Biegai, analista de mercado da OTCex Group, as cotações mantêm sua tendência de alta e poderia consolidar ainda mais esse movimento diante de novos números que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) poderia trazer na próxima quinta-feira (9), mostrando um consumo maior e uma redução nos estoques americanos em seu boletim mensal de oferta e demanda.

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Nesta segunda, no reporte de embarques semanais, também trazidos pelo USDA, os números da oleaginosa vieram altos e fortes, porém, dentro do intervalo esperado pelo mercado. Ainda assim, foram suficientes para trazer algum fôlego para as altas.

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Na semana encerrada em 2 de novembro, os Estados Unidos embarcaram 2.490,600 milhões de toneladas de soja, enquanto os traders esperavam algo entre 2,29 e 2,78 milhões de toneladas. Assim, o acumulado na temporada comercial chega a 14.856,207 milhões, contra mais de 16 milhões do mesmo período do ano passado.

Para o economista e analista de mercado da Granoeste Corretora de Cereais, Camilo Motter, “os insvestidores se posicionam para o relatório de oferta e demanda de novembro, que será apresentado nesta quinta-feira. Analistas preveem queda nos índices de produtividade na parte final da colheita. Demanda segue firme”.

Paralelamente, uma queda do dólar nesta segunda-feira, principalmente frente ao real, como explica Marlos Correa, analista da Insoy Commodities. A moeda americana perdeu 1,45% nesta sessão e fechou com R$ 3,2590, registrando a maior queda desde o último dia 19 de maio. A cena política bastante incerta no Brasil permanece em foco.

“A grande expectativa fica por conta das negociações de Temer com a base aliada, para avançar com a agenda econômica”, destacou a Correparti Corretora à agência de notícias Reuters.

Ainda assim, o foco não deixa o clima na América do Sul – com as chuvas ainda irregulares e o plantio no Brasil concluído em pouco mais de 40% da área prevista para a safra 2017/18 – e nem a questão cambial. A recente alta do dólar diante do real tem limitado o avanço dos preços da oleaginosa na CBOT, na medida em que melhora a competitividade do produto brasileiro.

Preços no Brasil

Esse recuo da divisa americana, porém, acabou limitando a força da formação dos preços no mercado brasileiro. A demanda, também forte no cenário interno, porém, acaba por ser o ‘fiel da balança’, ajudando na manutenção dos patamares dos preços.

No Paranaguá, a soja disponível perdeu 1,34% para R$ 73,50 por saca, enquanto a safra nova foi R$ 74, com queda de 1,99%. Já em Rio Grande, por outro lado, as referências terminaram o dia em campo positivo com ganhos de, respectivamente, 0,41% e 0,39%, para R$ 74 e R$ 77 por saca.

No mercado interno, as cotações subiram e encerraram os negócios desta segunda com altas de até 2,36%, como foi o caso de Luís Eduardo Magalhães, para R$ 65 por saca.

Esse avanço dos preços no mercado interno, ainda segundo Correa, deve ser acompanhado de perto pelos produtores brasileiros, que podem encontrar melhores oportunidades para concluir a comercialização da safra 2016/17.

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