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domingo, 8 de novembro de 2026
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Agronotícias

Soja: dólar afasta produtores das vendas por mais uma semana no Brasil

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A semana foi marcada por intensa volatilidade nos negócios com os futuros da soja na Bolsa de Chicago. O mercado internacional espera por uma série de definições entre os fundamentos que ajudam a direcionar as cotações nesse momento, o que acaba deixando os traders ainda na defensiva e o mercado se comportando de maneira bastante técnica. Além do mais, segundo reportam analistas e consultores internacionais, o mercado se ajustou também, nestes últimos dias, ao período do Ano Novo Lunar na China.

O feriado na nação asiática foi iniciado nesta sexta-feira (27), quando o mercado na CBOT fechou o dia estável, em campo misto e com oscilações de menos de um ponto, e se estende até 2 de fevereiro. Neste período, o país – que é o maior player do cenário global da soja – fica fora dos negócios e tira, portanto, parte da força entre os fundamentos.

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Assim, a pouca movimentação, o dólar abaixo dos R$ 3,20 e o foco na colheita – e tendo de driblar o excesso de chuvas em Mato Grosso – ainda mantêm o produtor brasileiro afastado de novas vendas com a safra 2016/17. “Em função da conta cambial, o produtor brasileiro perdeu boa parte da sua receita nos últimos 30 dias”, relata o analista de mercado Mário Mariano, da Novo Rumo Corretora.

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No interior do Brasil, segundo um levantamento feito pelo Notícias Agrícolas, as baixas entre as principais praças de comercialização variaram de 0,76% a a 6,49%, com destaque para Ponta Grossa, no Paraná, onde o valor da saca cedeu R$ 5,00 e fechou com R$ 72,00. Em Mato Grosso, os indicativos voltaram para a casa de R$ 60 a R$ 62 por saca.

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Nos portos, as baixas foram superiores a 1% e chegaram a bater nos 3,11% em Rio Grande, para o mercado futuro, e o último indicativo da semana foi de R$ 78,00 por saca. Em Paranaguá, ambas as referências – disponível e futuro – ainda dividem o mesmo preço que, nesta semana, terminaram em R$ 76,00.

Ainda como explica Mariano, em Mato Grosso já há, aproximadamente, 55% da safra comercializada. “Com isso, e focado na colheita, o produtor não precisa sair fazendo vendas eufóricas neste momento”, podendo continuar a acompanhar o andamento – principalmente a direção das cotações em Chicago, ainda um tanto incerta, para voltar aos negócios.

Nesta sexta-feira, o dólar fechou com sua referência mais baixa em três meses, cotado a R$ 3,1520 e queda de 0,90%. No acumulado da semana – que é a sexta consecutiva de baixa – a moeda americana cedeu 7%, segundo reporta a Reuters.

No balanço semanal, os futuros da soja em Chicago acumularam perdas de 1,25% a 1,71%. O contrato maio/17, que serve de referência para o produtor brasileiro, encerrou os negócios com US$ 10,58 por bushel. O março/17, que é o mais negociado agora, foi a US$ 10,49.

Como explica o analista da Novo Rumo, o maior fator de nervosismo do mercado se dá, ainda, sobre o futuro da safra da América do Sul, em especial, a Argentina. Embora a intensidade das perdas da produção argentina ainda gere muitas incertezas, as novas expectativas já indicam que a oferta vinda de lá poderia ser ligeiramente maior do que se esperava. E essa movimentação tem influenciado também, com intensidade, o mercado do farelo de soja em Chicago.

“Em três dias de pregão, o aumento do farelo foi de 11%, depois caindo de 3,5% a 4%. Com isso, a soja também subiu em torno de 7%, com perdas de 3,5%”, explica o analista.

A movimentação da demanda internacional, que parece se dirigir cada vez mais ao Brasil e à Argentina, e a comercialização nestas origens também não deixa o campo de visão dos traders.

“Apesar da intensa campanha de vendas dos EUA, os norte-americanos têm perdido drasticamente seu espaço na demanda mundial para as ofertas brasileiras/argentinas de soja, desde meados de dezembro. A desvalorização do Peso e Real contribui na negociação da soja destinada para exportação, atraindo o comprador internacional com maior poder de barganha (soja mais barata)”,informou a AgResource Brasil, em seu relatório diário em parceria com a CME Group.

“Além do mais, os exportadores EUA não estão dispostos à venderem seus estoques no atual preço, o que pode direcionar uma demanda extra (com prêmio) para o Brasil, nestes próximos dias/semanas”, diz o reporte.

Fonte: Notícias Agrícolas

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