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sábado, 7 de novembro de 2026
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Agronotícias

Soja disponível vai a R$ 67,20 em Rio Grande

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Na tarde desta terça-feira, o mercado internacional da soja deixou a estabilidade de lado e vem ampliando suas baixas na Bolsa de Chicago entre os principais contratos. Por volta de 12h15 (horário de Brasília), as baixas variavam de 9,25 a 14 pontos, com o vencimento julho/17 – que é o atual driver do mercado – já negociado a US$ 9,12 por bushel.

Essa é a segunda sessão consecutiva de baixas bastante severas e os preços testam suas mínimas em mais de um ano, portanto. E segundo explica o analista de mercado Miguel Biegai, da OTCex Group, de Genebra, na Suíça, trata-se de uma nova confirmação do canal de baixa em que se encontra o vencimento julho.

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“Podemos ver uma sequência de baixas ser acelerada se o julho romper os US$ 9,22 (que vinha sendo a referência no canal de baixa) e fechar abaixo disso, mas precisa de uma confirmação no dia seguinte para dizer se a tendência de baixa é ainda mais agressiva do que vinha se observando”, diz Biegai.

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Ainda de acordo com analistas internacionais, esse movimento acentuado de vendas de posições (o chamando selloff) desencadeia um movimento negativo mais severo, o que traz as tendências de curto e médio prazo apontando para preços ainda em queda na CBOT.

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Dólar e portos no Brasil

Com essa despencada em Chicago e mais um dólar em queda, os preços da soja formados nos portos do Brasil não se sustentam e apresentam quedas significativas nesta terça. Em Rio Grande, a oleaginosa disponível recuava 1,9% para R$ 67,20 por saca, enquanto a safra nova valia R$ 71,50 e perdia 0,69%.

As variações são em relação à última sexta-feira (26), já que ontem o mercado ficou sem a referência do mercado internacional dado o feriado nos EUA.

O dólar, nesta terça, perdia quase 0,2%, por volta de 12h40 (Brasília), e era negociado a R$ 3,263. Segundo informa a Reuters, este é o oitavo pregão consecutivo em que a divisa opera no intervalo estreito dos R$ 3,25 aos R$ 3,30, diante da instabilidade e incerteza que o governo de Michel Temer ainda inspira depois dos últimos escândalos. “O pior cenário é o presidente ficar sangrando no cargo”, destacou o analista econômico da gestora Rio Gestão, Bernard Gonin à agência de notícias.

Neste ambiente, os negócios no Brasil voltam a ficar travados. Os produtores seguem acompanhando esse cenário ainda incerto para o câmbio, tal qual as baixas intensas observadas em Chicago e voltam a se retrair. “Mesmo dentro de um canal de baixa, o mercado tem dias de alta e é nesse dia que o produtor tem que procurar vender”, explica Biegai.

O que mais pressiona Chicago

A nova safra americana volta ao foco principal dos negócios e o mercado espera ansioso pelo novo reporte semanal de acompanhamento de safras que o USDA (Departamento de Agricultura do Estados Unidos) traz às 17h (horário de Brasília), após o fechamento da CBOT.

Segundo números levantados pela Labhoro, o mercado espera o plantio da soja entre 64% e 67%, contra 53% da semana anterior. Já no caso do milho, o índice esperado é de algo acima dos 90%, uma vez que nas áreas onde o plantio do cereal estava menos evoluído, o final de semana foi de condições mais favoráveis de clima, permitindo um melhor desenvolvimento da semeadura.

O boletim traz também os primeiros números nacionais das condições das lavouras de milho do país e as expectativas são de plantações em boas ou excelentes condições na casa de 66% a 68%. A média para este período é de 72%.

Além disso, ainda nesta terça chegam os números atualizados dos embarques semanais de grãos, também trazidos pelo USDA, durante o andamento do mercado. Em seu último relatório de embarques, divulgado no dia 22 de maio, o total da oleaginosa norte-americana já embarcada era de 50.447,843 milhões de toneladas, contra pouco mais de 43 milhões do mesmo período do ano passado.

Paralelamente, atenção ainda ao desenvolvimento do clima no Meio-Oeste americano. Os próximos dias serão de mais chuvas, apesar de mais espaçadas e menos volumosas. Os modelos climáticos europeus, como mostram as informações da corretora, trazem as possibilidades de algo entre 75 e 100 mm de chuvas em Iowa (exceto sudeste), oeste e sul do Missouri, Oklahoma, Texas, Louisiana, Arkansas, Mississippi, Alabama e Tennessee. As demais áreas têm chuvas previstas de no máximo 45 mm acumulados.

Sobre as temperaturas, as previsões seguem indicando que elas continuam mais baixas do que o normal para o período e, segundo a AgResource Brasil, esse ainda deve ser o padrão pelas próximas duas semanas. Porém, a consultoria afirma ainda que “a frente fria chegando ao leste do Cinturão nos primeiros dias de junho começa a perder forças, dando espaço para um padrão climático dentro das normalidades sazonais”.

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