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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Agronotícias

Soja devolve parte dos ganhos em Chicago, fecha 3ª feira em alta e preços sobem nos portos

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Os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago fecharam o pregão desta terça-feira (18) em alta, se recuperando das ligeiras baixas da sessão anterior. As cotações atuaram em campo positivo durante todo o dia, chegando a testar ganhos superiores a 14 pontos em alguns momentos, porém, pra encerrar o dia as cotações registaram pequenas altas de pouco mais de 4 pontos. Assim, o vencimento novembro terminou o dia com US$ 10,01 por bushel.

As previsões climáticas ainda apontando um tempo quente e seco para o Meio-Oeste americano nos próximos dias e mais a redução  no índice de lavouras de soja em boas ou excelentes condições nos EUA em 1 ponto percentual – o número agora é de 61%, cerca de 10% a menos do que no ano passado, quando se colheu uma safra perto de perfeita – criou um ambiente favorável para esse avanço.

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Como explica o consultor da Flávio França Junior, da França Jr. Consultoria, essa é uma volatilidade típica do mercado climático internacional, além de notícias de perdas muito severas ainda não terem vindo à tona.

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“As lavouras vêm piorando e podem, no relatório da próxima segunda, trazer alguma estabilidade ou mostrar uma nova piora. Isso é positivo para os preços, mas o detalhe que deixa o mercado mais especulativo é que os mapas para os próximos 10 dias não estão falando a mesma língua e ainda estão divergindo”, diz. E isso faz os investidores aproveitarem qualquer melhora de preço, fazendo com que as realizações de lucro sejam cada vez mais frequentes.

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“A soja está se desenvolvendo, por enquanto, dentro do calendário, com 52% das lavouras em fase de florescimento contra a média plurianual de 51%. No entanto, o clima de agosto tem uma maior influência sobre o desenvolvimento da soja do que o de julho. E as previsões alongadas, de 90 dias (julho a setembro) mostram ainda temperaturas acima do normal para boa parte dos Estados Unidos e chuvas dentro do esperado”, lembra o analista de mercado Bob Burgdorfer, do portal internacional Farm Futures.

No Brasil

Nesta segunda-feira no Brasil, os preços se mantiveram em praticamente todo o interior do país, enquanto nos portos encontraram espaço para alguns ganhos.

Em Rio Grande, R$ 72,00 no disponível, subindo 0,70% e R$ 76,00 para safra nova, estável. Em Paranaguá, R$ 71,50 e R$ 73,50, respectivamente, subindo 0,70% e 0,68%. A exceção entre os portos ficou por conta de Santos, que perdeu 2,99 no disponível, fechando em R$ 70,50 por saca.

O dólar em queda, por mais uma sessão, fechou com R$ 3,15 nesta segunda e acabou limitando o impacto das pequenas altas observadas em Chicago. O recuo da moeda americana foi de 0,82% nesta sessão, com um ambiente político mais calmo no Brasil e também frente a uma nova derrota de Donald Trump no Congresso americano.

“A nova banda (informal do dólar) entre 3,15 reais e 3,20 reais deve-se graças ao movimento externo positivo”, afirmou a corretora Lerosa Investimentos em relatório reportado pela agência de notícias Reuters. “O clima interno de instabilidade deve impossibilitar o rompimento do patamar para baixo deste nível no curto prazo”, acrescentou.

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