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domingo, 8 de novembro de 2026
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Agronotícias

Soja: apesar de alta em Chicago, MT vê o disponível com R$ 50 por saca

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Os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago fecharam a sessão desta quarta-feira em alta e recuperando parte das baixas das últimas e consecutivas sessões. Os ganhos entre os contratos mais negociados ficaram entre 5,75 e 6,75 pontos, com o maio/17 – referência para a safra brasileira – fechou o dia com US$ 9,44 por bushel. Já o agosto/17 foi a US$ 9,57, após testar, ao longo do pregão, algo acima dos US$ 9,60.

Para analistas internacionais, o suporte às cotações veio, em partes, das notícias das chuvas intensas que têm sido registradas na Argentina. “As previsões das precipitações para a próxima semana nas regiões Sul estão começando a aumentar as preocupações com a possibilidade de os estragos da última safra se repetirem”, disse Kim Rugel, da Benson Quinn Commodities, ao portal internacional Agrimoney.

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Apesar disso, analistas nacionais afirmam ainda que essa pode ser uma visão prematura, insuficiente para promover uma sustentação duradoura aos preços na CBOT. Como explica o economista e analista de mercado Camilo Motter, o recuo recente e expressivo dos preços deu espaço para uma recuperação técnica.

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“Os ganhos são basicamente técnicos, tendo investidores à frente, recompondo suas carteiras. No entanto, ganhos no petróleo (registrados mais cedo) e a estabilidade do dólar também ajudaram. Em termos fundamentais, o mercado está atento à evolução da colheita na Argentina, onde chuvas estão impondo atraso nos trabalhos de campo.

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A força para ganhos mais consistentes, no entanto, é limitada pela grande oferta global e pela perspectiva de plantio recorde nos EUA”, diz Motter.

Assim, a volta dos fundos investidores à ponta compradora do mercado e mais um retorno da China aos negócios após um feriado de dois dias nesta semana também foram importantes combustíveis para os ligeiros ganhos observados nesta quarta-feira. Ao lado dessas informações, boas altas observadas entre os futuros do óleo de palma contribuíram.

Preços no Brasil

Os preços no Brasil, no entanto, não encontraram o mesmo espaço para voltar a subir diante do limite imposto pela movimentação do dólar frente ao real. Apesar da leve alta de 0,29%, a moeda americana fechou o dia com R$ 3,10 e, portanto, em um patamar ainda insuficiente para trazer os valores da saca no Brasil a níveis atrativos.

No porto de Paranaguá, a soja disponível encerrou os negócios com R$ 64,00 por saca, e ficou estável, enquanto no mercado futuro, referência maio/17, subiu 0,78% para R$ 65. Já em Rio Grande, os valores caíram no futuro – junho/17 – para R$ 65, com uma baixa de 1,22%, enquanto o spot ficou estável nos R$ 64,00 por saca. Em Santos, o preço também perdeu 1,23% para encerrar o dia em R$ 64,20.

No interior, a maior parte das principais praças de comercialização terminaram a quarta-feira com estabilidade. Aquelas onde houve movimentação, acumularam novas baixas, como em Rio do Sul/SC, com baixa de 3,33% para R$ 58 por saca, ou Campo Novo do Parecis, perdendo 1,96% para chegar aos R$ 50, mesmo preço observado em Sorriso.

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