Ambiente de testes · não indexado pelos buscadores
sexta-feira, 6 de novembro de 2026
Publicidade
E-01 · 1190 × 250E-01 · 336 × 100Super banner topo
Agronotícias

MPT entra com ação contra Anvisa e União para banir glifosato no Brasil

Compartilhe Facebook X Texto

O Ministério Público do Trabalho ajuizou, no último dia 22, uma Ação Civil Pública contra a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a União para pedir a proibição do uso do agrotóxico glifosato em razão dos graves riscos à saúde dos trabalhadores e ao meio ambiente do trabalho. A ação tramita na Justiça do Trabalho com pedido de tutela de urgência.

Na ação, o MPT pede, em caráter urgente e definitivo, o cancelamento de todos os registros de agrotóxicos à base de glifosato, além da proibição da produção, importação, exportação, comercialização e utilização desses produtos no país. A instituição também solicita que a União e a Anvisa sejam obrigadas a impedir novas autorizações e promover a retirada das substâncias do mercado brasileiro. Segundo a instituição, “a permanência do glifosato no mercado expõe milhões de trabalhadores, empregados ou proprietários, especialmente os do setor rural, a riscos considerados incompatíveis com os direitos fundamentais à saúde, à vida e a um ambiente de trabalho seguro”.

Publicidade
E-02 · 300 × 420

A ação destaca que há evidências científicas sobre os efeitos nocivos do produto, incluindo associação com diferentes tipos de câncer, como mama, tireoide e linfoma não-Hodgkin, além de infertilidade, desregulação hormonal, abortos, malformações congênitas e partos prematuros. O documento também cita estudos que relacionam a exposição ao glifosato a transtornos neurológicos, como autismo e déficit de atenção.

Publicidade
E-03 · 600 × 100E-03 · 300 × 100
Leia tambémPlantio da soja chega a 89% da área prevista e entra na reta final em Mato Grosso

Segundo o MPT, além de estudos do Instituto Nacional do Câncer (INCA) e da Fiocruz, que “apontam que a exposição representa risco, mesmo em pequenas doses, para trabalhadores rurais e suas famílias, o MPT reforça que desde 2015 a Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (IARC) classifica o glifosato como provável cancerígeno para humanos. O MPT considera como muito relevante a despublicação, no final de 2025, do estudo publicado pela revista científica Regulatory Toxicology and Pharmacology, de 2000, que era usado para justificar a autorização do uso por agências regulatórias. O estudo assegurava que o glifosato não seria cancerígeno. A revista encontrou falhas graves no estudo, que perdeu a credibilidade”.

Publicidade
E-05 · 300 × 250E-05 · 300 × 250

De acordo com o MPT, trabalhadores rurais são expostos ao agrotóxico a partir da inalação, do contato com a pele e da ingestão de alimentos, frequentemente de forma contínua e sem condições adequadas de proteção. A ACP afirma ainda que o Estado brasileiro falha em adotar medidas efetivas de proteção à população trabalhadora, o que viola os princípios constitucionais da prevenção e da precaução. A ação destaca ainda que os impactos do glifosato atingem de forma mais intensa grupos considerados vulneráveis, como trabalhadores rurais, indígenas, mulheres em idade reprodutiva, crianças e recém-nascidos, devido à exposição prolongada e às condições precárias de proteção no ambiente laboral.

A Ação Civil foi ajuizada pelo Grupo Especial de Atuação Finalística da Coordenadoria Nacional de Defesa do Meio Ambiente do Trabalho e da Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora do MPT. O grupo é integrado pelos procuradores do Trabalho Joaquim Nascimento, Leomar Daroncho, Bruno Choairy Cunha de Lima (Mato Grosso) e Edson Beas Rodrigues Júnior, pelo subprocurador-geral do Trabalho Pedro Luiz Serafim da Silva e pela subprocuradora-geral do Trabalho Ileana Neiva Mousinho.

Receba em seu WhatsApp informações publicadas em Só Notícias. Clique aqui.

Publicidade
E-04 · 600 × 100E-04 · 300 × 100

Mais sobre Agronotícias

Ver tudo →
Publicidade
E-06 · 300 × 250
Publicidade
E-08 · 970 × 250E-08 · 300 × 250Billboard antes do rodapé