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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Agronotícias

Ministério lança estudo para dinamizar escoamento de grãos

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O Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil lançou, nesta segunda-feira, o primeiro suplemento de uma série de estudos técnicos produzidos por sua Secretaria de Políticas e Integração para diagnosticar e melhorar o fluxo de cargas no Brasil. Os suplementos serão publicados a cada quatro meses. Cada um vai se dedicar ao escoamento das principais commodities produzidas no país (além da indústria de automotiva). Este primeiro caderno vai se dedicar ao escoamento do milho e soja, que tiveram em 2016/2017 a maior safra da história, com expectativa de 220 milhões de toneladas.

A série sai sob o título guarda-chuva “Corredores Logísticos Estratégicos”. Este primeiro estudo, que diagnosticou as condições e capacidade das rodovias, hidrovias e ferrovias que permitem o fluxo da soja e do milho, identificou que faltam pavimentação e sinalização nas estradas; melhor adequação de canais nas hidrovias; e controle eficiente de trens. “Esses problemas reduzem o potencial do escoamento dos principais produtos da economia brasileira. Por esse motivo, a infraestrutura das rotas de escoamento está na nossa mira”, informou o secretário de Políticas e Integração do MT, Herbert Drummond.

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Os próximos cadernos vão diagnosticar a movimentação do petróleo e combustíveis, minério de ferro, açúcar, carne e automóvel. Ao todo, foram mapeadas – em parceria com os Ministérios da Agricultura e do Planejamento, além de órgãos públicos e entidades representativas dos setores envolvidos na produção daqueles produtos – 41 rotas nos nove corredores de escoamento, tanto para consumo interno quanto para exportação.

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Leia tambémPlantio da soja chega a 89% da área prevista e entra na reta final em Mato Grosso

Suplemento 1 – Com informações consolidadas sobre o setor, a publicação retrata e analisa, em todo o território nacional, a movimentação logística do complexo da soja e do milho, desde a sua origem, nas regiões produtoras, até os destinos finais (portos e centros consumidores). Clique aqui para conhecer a publicação. 

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Com exceção da safra 2015/2016, que sofreu leve queda por condições climáticas, a safra brasileira de grãos vem, a cada ano, batendo novos recordes, ancorada, principalmente, pela produção de soja e milho. Dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) mostram que, em 2014/2015, as lavouras de soja do país renderam 96,2 milhões de toneladas, 11,8% a mais que na safra passada, enquanto que a do milho registrou 84,7 milhões de toneladas, avanço de 6% sobre o ciclo anterior.

A soja e seus derivados e o milho se destacam como os principais produtos da balança comercial brasileira. Para se ter ideia, em 2015, o volume do complexo de soja exportado foi de 70,8 milhões de toneladas – 14,6% de toda a exportação do país, que geraram US$ 27,96 bilhões de receita.

Do volume total de soja, derivados e milho exportado, 41% saíram pelo corredor Sul, 39% pelo Sudeste, 7% pelo Nordeste e 13% pelo Norte, formado pelas rodovias federais do Mato Grosso, Pará e Rondônia. Embora o volume de exportação pelo Norte ainda não seja tão significativo, as rotas da região são apontadas como uma alternativa para escoar a produção e desafogar os portos do Sul e do Sudeste. Isso porque são os caminhos mais rápidos e mais baratos dos locais de produção até os portos.

Para aprimorar o fluxo do escoamento e evitar dificuldades como as enfrentadas recentemente pela BR-163, no sudeste do Pará, o diretor do Departamento de Política e Planejamento Integrado da SPI, Eimair Bottega Ebeling, informa que o DNIT está investindo o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) está investindo R$ 2,2 bilhões em obras de restauração e manutenção das BRs 158, 163 e 364, por onde é escoada a produção de grãos para os portos do Arco Norte, capacitados para movimentar 60 milhões de toneladas, mas ainda ociosos.

Eimair explica. “Nas últimas décadas, a agricultura ampliou sua fronteira em direção ao norte do País e a infraestrutura de transportes não acompanhou essa expansão. Assim, investir na solução desses obstáculos significa aumento da competitividade dos produtos no mercado global e no abastecimento interno”.

O diretor da Associação dos Produtores de Soja e Milho do Mato Grosso (Aprosoja), Edeon Vaz, concorda. “Para o próximo ano, esperamos um aumento na produção voltada para a exportação e, se tudo der certo, esse crescimento deve ser de 3 milhões de toneladas de soja e milho ao ano”, afirma, arrematando. “O Corredor Norte é uma realidade, não tem volta”.

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