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sábado, 7 de novembro de 2026
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Agronotícias

Falhas na classificação de grãos geram R$ 5,3 bilhões em perdas para produtores mato-grossenses

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A subjetividade na classificação de grãos e o manejo de pragas, doenças e ervas daninhas estão entre os problemas considerados mais urgentes pelos agricultores de Mato Grosso. Juntos, geram perdas de R$ 5,3 bilhões ao produtor por safra. Atualmente, o produtor rural deixa de receber pelo menos R$ 3,1 bilhões por safra devido à subjetividade no processo de classificação de grãos.

E os gastos extras com manejo de pragas, doenças e ervas daninhas podem alcançar R$ 2,2 bilhões por safra. Os dados fazem parte de um estudo divulgado no evento Summit AgriHub, realizado dias 18 e 19 de abril, pelo Sistema Famato, em Cuiabá. A publicação é uma iniciativa da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/ MT) e Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

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O diagnóstico “Onde estão as grandes oportunidades do Agro? Uma visão de dentro da porteira” traz os principais problemas levantados com os produtores rurais de Mato Grosso e que são considerados oportunidades para empresas AgTechs buscarem as soluções. A pesquisa foi feita com os 53 produtores rurais da Rede de Fazendas Alfa (RFA) do projeto AgriHub dos municípios de Sorriso, Campo Novo do Parecis, Campo Verde e Água Boa. Paralelo a esse levantamento foi feita validação com 677 pessoas que participaram dos 18 eventos da Caravana da Soja Brasil.

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Na ocasião foram discutidos com os produtores rurais os problemas Top of Mind, ou seja, aqueles considerados os mais desafiadores. Na pesquisa, 94% dos produtores disseram que acreditam que as máquinas podem classificar os grãos. Sobre os custos para combater pragas, doenças e ervas daninhas, 76% dos entrevistados acreditam que as máquinas podem monitorar as pragas e doenças.

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Os demais problemas levantados, segundo o responsável pelo estudo e pelas parcerias AgriHub, Fábio Silva, foram falta de automatização da coleta de informação; falta de segurança nas fazendas; baixa eficácia na previsão do tempo na fazenda e a falta de conectividade nas fazendas. Para a falta de compartilhamento das informações, os motivos relatados pelos produtores são insegurança (38%), hábito (35%), não veem vantagens em compartilhar (11%); temem as propagandas indesejadas (8%) e acreditam que seus dados podem ser vendidos (8%).

A precariedade no serviço de internet foi outra queixa constante. A maioria dos entrevistados, 41%, possui internet a rádio em suas propriedades. Apenas 21% têm internet móvel, 19% internet banda larga, 8% internet via satélite e 12% não possuem nenhum tipo de internet na fazenda. Nos talhões da fazenda, 86% dos produtores responderam que existe internet e 14% não possuem.

“Nossa percepção é de que esse problema de conectividade está na pauta de várias instituições. Os fatores limitantes que observamos para a implantação da internet nas fazendas são, principalmente, disponibilidade e preço”, informa Silva.

Sobre os sensores de monitoramento do tempo que estão à disposição no mercado, 47% dos produtores responderam que os preços inviabilizam o investimento. Em seguida vem os fatores disponibilidade (41%), não sei (6%), não vejo necessidade (4%) e vontade (3%). Mas 35% deles disseram que com melhor planejamento climático seria possível diminuir mais os riscos e, consequentemente, aumentar a produtividade.

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