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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Agronotícias

Atoleiros do lado paraense da BR-163 travam escoamento

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Que os portos que formam o complexo de exportação do Arco Norte são o caminho mais viável aos grãos produzidos em boa parte de Mato Grosso ninguém duvida, mas até colocar a produção em qualquer um daqueles portos há uma verdadeira odisséia, que neste ano, não começou bem e já preocupa produtores, exportadores e compradores. Atoleiros do lado paraense da BR-163 retêm caminhões e tiram os transportadores das rodovias mato-grossenses. O resultado: faltam caminhões nas fazendas e armazéns para tirar e escoar a soja já colhida e a falta ou a possibilidade de não haver espaço para acondicionar o grão que está sendo colhido, com trégua das chuvas, passa a ser mais um agravante na lista de urgências do sojicultor mato-grossense.

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Ontem à tarde, diversos vídeos circularam pelas redes sociais mostrando a situação no Pará, num deles, está registrada o caos que vivem caminhoneiros que estão há cerca de quatro, cinco dias parados, em um trecho sem qualquer infraestrutura em atoleiros entre as comunidades de Aruri e Caracol. As filas que se formam agrupam entre 40 a 70 caminhões e são exatamente esses veículos que não retornam para buscar a soja e retornar aos portos.

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Ontem, a falta de caminhões e carretas na parte mato-grossense da BR-163, justamente no eixo entre Nova Mutum e Sinop, locais de grande produção de soja no Estado, chamou à atenção do produtor e coordenador de Logística da Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado (Aprosoja/MT), Antônio Galvan. Ele mesmo fez um vídeo para registrar o “deserto de carretas na rodovia”.

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Ele lembrou que além da falta de condições de mínimas dos caminhoneiros presos nos atoleiros, que com tantos dias parados devem estar até sem comida, os caminhões servem como armazéns ambulantes. Muita soja colhida vai diretamente embora da fazenda quando o produtor não tem como estocar e quem estoca já está chegando ao limite”. Ele reforçou que a capacidade estática de abrigar apenas 50% da safra e a previsão é de produção recorde de pouco mais de 30 milhões de toneladas.

Fonte: Diário de Cuiabá (foto: divulgação)

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