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sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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Assembleia discute Plano de Desenvolvimento Fundiário para MT

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A primeira reunião ordinária da Câmara Setorial Temática (CST) que promove estudos e debates sobre quais e onde estão localizadas terras públicas devolutas, particulares, sesmarias e dos aforamentos para subsidiar um Plano de Desenvolvimento para Mato Grosso, aconteceu nesta segunda-feira, na Assembleia Legislativa.

A iniciativa de instalação de um grupo de estudo sobre o tema é do deputado Oscar Bezerra (PSB) e tem como presidente Irajá Lacerda. Nessa segunda-feira, a CST recebeu representantes do Incra, Intermat, Associação dos Notários e Regional MT (Anoreg) e OAB/MT. “O objetivo é saber como está a real situação do registro jurídico no perímetro urbano e rural de cada município, incluindo seus distritos, tendo base para uma plena regularização fundiária”, disse Lacerda.

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Na oportunidade, o representante do Incra, Dario Ipojucan, fez uma explanação de como se encontra a questão fundiária do estado de Mato Grosso, via dados do órgão federal. “Com esse banco de dados e com as demais informações de outros órgãos, acredito que vamos conseguir todas as informações de que precisamos”, disse Ipojucan.

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Ele falou ainda que, no banco de dados do Incra, entre os meses de janeiro a agosto, foram lançados 4.925 novos imóveis, dos quais apenas 1.766 foram levados para registros. “Estamos atualizando constantemente esses números”, adiantou o representante do Incra.

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Depois foi a vez do representante da Anoreg/MT demonstrar como está a questão de regularização fundiária na região de Campo Novo dos Parecis. José de Arimatéia argumentou que será necessário recomeçar a elaboração de um diagnóstico da real situação cadastral ambiental de Cadastro Nacional de Propriedades (CNP). “Com isso vamos ter o Cadastro Técnico Imobiliário (Poder Executivo) e o registro jurídico de imóveis, além de evitar a informalidade clandestina, fomentando assim, a arrecadação de tributos”, apontou Arimatéia.

Ele lembrou que, ultimamente, “vivemos com dois gargalos que são as regiões de fronteiras, e os 100 quilômetros às margens das rodovias federais e estaduais projetadas em 1971, precisam ser estudadas. Precisamos tomar uma providência com isso, e essa CST veio num bom momento para despertarmos numa solução concreta”, mostrou ele.

Ao final, o representante do Incra, Ipojucan se comprometeu a trazer base de dados reforçada para fazer um cruzamento com demais informações do Intermat, para a CST realizar o mapeamento de cada município.

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