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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Agronotícias

ANTT remarca audiências públicas para discutir ferrovia Sinop-Pará

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A fase das audiências públicas sobre a construção da Ferrogrão, que ligará Sinop a Miritituba (PA), teria se encerrado na última terça-feira (12), em Brasília. Uma solicitação das comunidades em que o modal deve passar no estado do Pará, no entanto, fez com que novos encontros entre o governo federal e a sociedade civil sejam marcados para o próximo ano.

Ainda sem datas definidas, os municípios de Itaituba, Novo Progresso e Trairão receberão as audiências públicas. A confirmação foi possível após indígenas das regiões citadas e a população daqueles locais protestarem. Na capital federal, inclusive, os manifestantes chegaram a impedir o início da audiência.

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“Eles não são contra a Ferrogrão, porém o que esses grupos estão buscando é aproveitar a discussão sobre a ferrovia e tratar sobre questões fundiárias que não foram regularizadas em seus municípios. A decisão de debater in loco foi importante porque obviamente reflete nos próximos passos relativos à construção do modal”, afirma o diretor executivo do Movimento Pró-Logística, Edeon Vaz Ferreira.

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Após as audiências no Pará, o próximo passo relativo à Ferrogrão será enviar o edital de licitação ao Tribunal de contas da União (TCU) e após sua anuência a licitação. Uma das etapas mais esperadas e demoradas, a desafetação do Parque Nacional do Jamanxin, já foi realizada. “Trabalhando dentro do cronograma pré-estabelecido anteriormente, a nossa expectativa é que a Ferrogrão seja finalizada e esteja em funcionamento em 2025”, completa Ferreira.

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Importante para o escoamento de grãos de Mato Grosso, a construção da Ferrogrão é vista como mais uma opção aos produtores rurais. “A Ferrogrão é importantíssima. Hoje nós contamos com a BR-163 no trecho em questão e sabemos que é uma rodovia que não suportará o volume de cargas em um futuro breve. Tínhamos, então, duas opões: ou duplicávamos a BR-163 ou construíamos a ferrovia. Avaliando que a duplicação do modal rodoviário traria uma concessão e, portanto, outro custo, a Ferrogrão se torna fundamental”, avalia o diretor do Movimento Pró-Logística.

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