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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Agronotícias

Agropecuária mato-grossense reduz investimentos

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Na expectativa de acessar recursos oficiais com juros menores em 2018, o setor agropecuário de Mato Grosso freou as contratações junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES). Até 30 de junho, a instituição manterá taxas compatíveis ou superiores à taxa básica de juros Selic, fixada em 6,5% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) na última quarta-feira (21).

No 1º bimestre deste ano, produtores rurais do Estado contrataram R$ 281,8 milhões, cifra 22,2% inferior aos R$ 362,4 milhões do mesmo período de 2017. O segmento é o que mais capta recursos do BNDES, mas conteve os investimentos por causa dos juros cobrados, afirma a analista de Agricultura da Federação da Agricultura e Pecuária (Famato), Karine Machado. Outro fator que coloca os produtores em compasso de espera para investir é o cenário político, acrescenta o produtor rural Adolfo Petry.

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Segundo ele, a incerteza sobre o desfecho no pleito eleitoral deste ano inibe financiamentos. “Além disso, a taxa de juros cobrada pelo BNDES está acima da realidade do mercado financeiro”, endossa. “Desse jeito, como ele irá fomentar investimentos?”.

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Como produtor rural, Petry já contratou operações ao banco várias vezes, sendo a última para aquisição de equipamentos. Na linha de crédito Moderfrota, uma das mais acessadas pelos produtores, os juros cobrados variam de 7,5% até 10,5% ao ano. O menor percentual é praticado para a compra de tratores, colheitadeiras, pulverizadores, plantadeiras e semeadoras por produtores com faturamento até R$ 90 milhões.

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Já a maior taxa, que chega a ser 61,5% maior que a atual Selic, é praticada para os produtores com faturamento anual superior a R$ 90 milhões. Estão compatíveis com a Selic as taxas fixadas até meados de 2018 para as linhas Inovagro e PCA, esta última destinada ao financiamento de armazéns, tanto construção quanto ampliação. Por sua vez, o Inovagro atende produtores que visam implementar inovações tecnológicas nas propriedades para melhorar a produtividade. A linha de crédito permite financiar equipamentos, material genético, sistemas de geração e distribuição de energia.

Atualmente o governo normatiza as condições para o Plano Agrícola e Pecuário (PAP) da safra 2018/2019, que deve ser concluído pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) este mês, segundo o secretário de Políticas Agrícolas do Mapa, Neri Geller. A intenção é reduzir as taxa de juros nas linhas operacionalizadas com recursos do BNDES. O PAP 2018/2019 passa a valer em 1º de julho.

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