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domingo, 8 de novembro de 2026
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Agronotícias

Pesquisa da UFMT avalia óleos funcionais do pequi e do baru para tratar frangos e melhorar segurança alimentar

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A qualidade dos alimentos para os mato-grossenses é tema recorrente e de suma importância. Mas, há também diversas pesquisas que versam sobre a qualidade de vida dos animais, e o respeito ao meio ambiente, como o estudo realizado pela Universidade Federal de Mato Grosso que objetiva adotar, pela primeira vez, o uso de óleos funcionais extraídos do pequi e do baru, na dieta de frangos de corte.

O projeto é de responsabilidade do docente João Garcia Caramori Júnior, e do pesquisador convidado Jean Kaique Valentim, doutor em Zootecnia pela Universidade Federal da Grande Dourados, que explica que o intuito dos estudos vai de encontro à busca de produtos alternativos aos antibióticos melhoradores de desempenho de aves.

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“Há uma tendência na avicultura de se obter substitutos para os antibióticos sintéticos utilizados em dietas de frangos de corte como melhorador de desempenho animal. A busca por produtos alternativos aos antibióticos, de modo eficiente e sustentável, sem causar possíveis riscos aos animais e aos seres humanos tem sido recorrente, e é objeto desse trabalho”, explica o pesquisador.

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A pesquisa, que recebe o nome de “melhoradores de desempenho sustentáveis de origem do cerrado na dieta de frangos de corte”, é uma das aprovadas no Programa de Apoio à Fixação de Jovens Doutores no Brasil, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (FAPEMAT) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Os pesquisadores contam que a escolha pelo uso dos óleos funcionais de origem do cerrado se dá pelo grande poder antimicrobiano, que seleciona bactérias boas dos animais, melhorando a flora intestinal. “Se destacam por terem uma capacidade de atuar com moduladores de microbiota intestinal, e melhoradores de sistema imunológico dos animais e de seu crescimento”, ressalta Jean Kaique Valentim.

Ele conta ainda que já se utilizam óleos funcionais extraídos, como exemplo do alho e tomilho, mas que a pesquisa se mostra inédita com uso das frutas pequi e baru. “O projeto tem duração total de 24 meses, devendo iniciar ainda esse ano. Iremos verificar a execução das demais etapas, como a melhor viabilidade para uso dessas frutas”, explica. “O incentivo financeiro para condução experimental é uma forma de garantir melhores resultados para o trabalho. Busca-se obter apoio e interligação do projeto com outros grupos de estudo da UFMT, visando maior cooperação e amplo aprendizado entre alunos de graduação, pós-graduação e professores”, finaliza o professor.

A informação é da UFMT.

 

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