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quarta-feira, 4 de novembro de 2026
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Opinião

O maior arquiteto

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A “Arquitetura”, palavra que é definida por alguns como a arte de projetar, busca satisfazer as fantasias dos clientes e as aspirações de quem a projeta. No Brasil temos um ícone na Arte de Projetar, um Arquiteto que é reconhecido e respeitado internacionalmente, não só no meio dos Arquitetos, mas por todos os que apreciam uma boa Obra de Arte. Sua plasticidade é usada como referencia por todos os jovens estudantes nas escolas de arquitetura espalhadas pelo mundo. O poder de criar formas é um de seus dons. Formas que não aparecem com um simples estalo de dedos, ou então um rabisco numa folha em branco, mas sim com horas e horas de trabalho em cima de cada projeto especifico, buscando na essência da função o resultado da forma. Referindo-se aos seus projetos e em especial as colunas curvas do Palácio do Alvorada, (morada oficial dos presidentes da república) o Arquiteto não cansa de dizer: “Você pode gostar ou não, mas jamais poderá dizer que viu algo igual antes!”. Dizeres que vão contra algumas correntes de Arquitetos que afirmam: “Tudo o que poderia ser criado em arquitetura já o foi feito, nos resta copiar”. Mas como aceitar tal afirmação ao se ver o Novo Museu(2003) na cidade de Curitiba – PR, obra de inenarrável beleza adquirida através do seu imponente que tem seu salão principal a forma de um “olho”, feito em concreto protendido? Os críticos acusam o artista de não respeitar as necessidades reais dos projetos, afirmando como sendo obras faraônicas os edifícios públicos que projeta. O Arquiteto procura sim, trabalhar seus projetos com a chamada “leveza estrutural” para que a monumentalidade prevaleça em seus projetos. O artista faz seus rabiscos como que uma aranha tece sua teia.

Usar e abusar do concreto armado, buscando cada vez mais, maiores vãos, reduzir fundações e movimentos de terra são técnicas narradas no livro “Conversa de arquiteto”, bibliografia indispensável para qualquer estudante de Arquitetura, neste Niemeyer, faz uma narrativa de como trabalha e compõe seus projetos. A simplicidade na arquitetura é possível, mesmo utilizando-se de técnicas construtivas novas. O nosso “Maior Arquiteto”, sem dúvida merece nossos aplausos e nossas reverencias, sua obra será lembrada sem dúvida eternamente. Procurar enxergar a Arquitetura como sendo um pedaço de nós, é a maneira que poderemos entender sua forma e visualizar sua função. Oscar Niemeyer um dos poucos brasileiros que daqui a 500 anos será lembrado.

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Djoni Carlo Demozzi é arquiteto e urbanista, coordenador Departamento de Planejamento e Desenvolvimento Urbano de Nova Mutum
Formado pela UNIPAR (PR)

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