Ambiente de testes · não indexado pelos buscadores
quarta-feira, 4 de novembro de 2026
Publicidade
E-01 · 1190 × 250E-01 · 336 × 100Super banner topo
Opinião

Xeque-mate à democracia

Compartilhe Facebook X Texto

Acompanhando o agravamento da crise que flagela os produtores rurais, nestes dois últimos anos, tenho sido solidário com os mesmos, até por considerar o setor agrícola de fundamental importância para o desempenho positivo da economia nacional.

Por sua extensão e por sua participação decisiva nos resultados das contas nacionais, além de se constituir, na prática, na expressão da vocação nacional, considero o setor produtivo rural merecedor, por méritos inerentes à própria atividade, de atenção especial por parte do governo federal e de toda a sua equipe econômica, principalmente em momentos delicados como o atual, no qual a categoria encontra-se cercada por um cenário desfavorável de crise generalizada, ocasionado por fatores diversos, que fogem ao escopo desta reflexão.

Publicidade
E-02 · 300 × 420

Porém, as manifestações da categoria, nos últimos dias, que passam ao longe das permitidas em regimes democráticos, tais como o bloqueio de rodovias e fechamento de agências bancárias, remete o cidadão comum (reles mortal) a algumas reflexões intrigantes:

Publicidade
E-03 · 600 × 100E-03 · 300 × 100
Leia tambémO Brasil produz como em 1958

*Se a ARPBRB (Associação Regional dos Proprietários de Bares, Restaurantes e Botequins), por ocasião de uma má temporada, decidisse promover o bloqueio de rodovias e o fechamento de agências bancárias, o que pensaria o restante da sociedade?

Publicidade
E-05 · 300 × 250E-05 · 300 × 250

*Qual a magia do mecanismo que transforma a taxa de juros das linhas de crédito de custeio agrícola, de aceitáveis (por ocasião da tomada do crédito) para abusivas (por ocasião da amortização ou pagamento das parcelas) ?

*Os juros cobrados pelos bancos (na hora do pagamento das parcelas) não são os mesmos praticados por ocasião da assinatura dos contratos de empréstimos de custeio?

*As linhas de crédito de custeio agrícola, subsidiadas, não seriam financiadas por toda a sociedade, que paga seus impostos?

*Por que o comerciante ou o empresário industrial, que passa por dificuldades de fluxo de caixa em sua empresa, não pode apelar pelo socorro do governo federal (sociedade) ?

* O que permite, a uma determinada categoria, a prerrogativa de impedir o acesso, aos demais cidadãos, ao trânsito em rodovias ou acesso a estabelecimentos financeiros?

Diante destas reflexões, por mais simplórias que sejam, o cidadão comum, que atua em outros segmentos da atividade econômica e que, portanto, também está expostos a riscos da atividade (falência, inadimplência, calote e outras mazelas…), mas que nem por isso reclama por socorro de recursos públicos, sente-se violentado pela cessão de seus mais primários direitos, a garantir de IR e VIR, prevista na carta magna.

Vale lembrar à categoria que, em regimes democráticos, o direito de um termina onde começa o direito do outro. E que, a infração a esta premissa do principal legado grego, por mais nobre que seja a causa motivadora, não atrairá a simpatia dos que respeitam e zelam pela democracia. O extremismo não é saudável em lugar algum, nem no Iraque, muito menos no médio-norte matogrossense!

Paulo J. Körbes – economista – Corecon/MT 1.546 – Mestre em Economia Industrial (UFSC 2000) e chefe do Departamento de Economia da Unemat/Campus de Sinop
[email protected]

Publicidade
E-04 · 600 × 100E-04 · 300 × 100

Mais sobre Opinião

Ver tudo →
Publicidade
E-06 · 300 × 250
Publicidade
E-08 · 970 × 250E-08 · 300 × 250Billboard antes do rodapé