Tribunal de Justiça mantém júri popular e na cadeia acusado de matar DJ em Sorriso

Os desembargadores da Primeira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça decidiram manter na cadeia um dos principais suspeitos de envolvimento na execução de Renan Eidt, 37 anos. O “DJ Dudinha” foi assassinado com 13 tiros, em junho de 2020, em um estabelecimento comercial localizado no bairro São Mateus.
Em fevereiro deste ano, a Justiça de Sorriso decidiu que o réu e outro comparsa deverão ser levados a júri popular por homicídio qualificado, cometido por motivo torpe e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima. Na mesma decisão, foi mantida a prisão preventiva do suspeito.
A defesa, no entanto, entrou com habeas corpus no Tribunal de Justiça alegando que, “todas as testemunhas, inclusive o réu confesso, afirmam que o paciente não participou do crime”. Reclamou também que a prisão “não estaria fundamentada em pressupostos da custódia cautelar” e que o acusado reside em Sorriso, tem endereço fixo e certo e já possui proposta de emprego, aguardando sua liberdade para iniciar o trabalho.

Para o relator, desembargador Marcos Machado, “a alegada ausência de provas de autoria retrata matéria inerente à instrução criminal, portanto não passível de aferição em sede de habeas corpus”. O magistrado ainda apontou que a “prisão preventiva está fundamentada na garantia da ordem pública, consubstanciada na gravidade do crime”. O entendimento do desembargador foi seguido por unanimidade pelos demais membros da Primeira Câmara Criminal.
Segundo a denúncia do Ministério Público do Estado (MPE), o crime teria sido cometido por quatro acusados. Uma das versões é de que Renan teria agredido a namorada, uma adolescente de 14 anos, o que teria “revoltado” os parentes da menor. O inquérito policial cita que “com o aumento do atrito entre as partes, bem como pelas reiteradas ameaças de ambas as partes”, um dos primos da adolescente teria ido até Sorriso para fazer o DJ “pagar pelos seus atos”.
No dia 22 de junho, três homens teriam ido até o estabelecimento, onde Renan foi executado com vários tiros. Sete dias depois, Emerson dos Santos Madeira, 23 anos, um dos suspeitos de cometer o crime, também acabou morto a tiros, na rua Tangará, no bairro Setor Industrial.
Na decisão de fevereiro, a Justiça de Sorriso reconheceu a participação de dois réus no assassinato de Renan. Já o quarto acusado não irá a júri popular, uma vez que a justiça não encontrou indícios de participação dele.







